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Odontologista tira as maiores dúvidas sobre lentes de contato dentais

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Lente de contato dental é opção estética e segura


  • 1.  O que são as lentes de contato?

Os laminados de porcelana são mais conhecidos por dois nomes: faceta de porcelana e lente de contato dental. As facetas são laminados com espessura mínima de 0.7 mm. Já as lentes de contato dentais são laminados de porcelana ultrafinos, que apresentam espessura de cerca de 0.2 mm apenas.


  • 2.  A lente de contato dental pode escurecer com café, vinho ou chá? 

A lente de contato dental é feita de porcelana, portanto não escurecem. O que pode ocorrer são manchas superficiais que são removidas com facilidade.

  • 3.  Quanto tempo duram as lentes de contato dentais?

A lente de contato dental dental podem durar dez anos ou muito mais. Mas em alguns casos pode durar menos, tudo vai depender do cuidado de cada um. Do mesmo modo que nosso dente pode durar 1 ou 30 anos, a porcelana também. A porcelana é um material inerte e biologicamente compatível.

Essa é uma pergunta muito frequente e a resposta é simples: Quanto tempo duram nossos dente? quanto tempo vou ter cáries nos dentes? Isso não temos como responder, vai depender do cuidado de cada paciente desde a higiene e o que vai morder. A comida não é dura, mas os hábitos errados como morder canetas, roer unhas, abrir garrafas, sachês e tudo mais podem prejudicas tanto as lentes como nossos próprios dentes.

As vezes tenho pacientes que perdem o dente por inteiro por algum problema na gengiva e a lente está lá intacta. Portanto os tecidos ao redor do dente sob a porcelana podem sofrer alterações com o tempo ou o osso que suporta eles e pacientes que tem uma formação de tártaro maior do que os outros também estão sujeitos a perdas.

Resumindo em poucas palavras. Se comprarmos uma Ferrari e não trocarmos o óleo, em 6 meses teremos um motor estourado, portanto a duração vai do cuidado de cada um.

  • 4.  Qual delas é a mais indicada? a faceta de porcelana ou a lente de contato?
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Isso depende de cada caso. Por ter espessura maior, a faceta de porcelana tem uma maior cobertura na correção de grandes falhas, como dentes muito escuros ou manchados , mais desalinhados ou tortos. Sendo assim o desgaste dos dentes será maior.

Já as lentes de contato dentais são mais indicadas para menores correções, como leves desalinhamentos, correção do formato dos dentes, melhora na cor, fechamento de espaços. Por terem espessura ultrafina, o desgaste nos dentes será mínimo e em alguns nem o desgaste é preciso ser feito

  • 5.  Épreciso anestesia para a colocação dos laminados de porcelana?

A anestesia será indicada ou não de acordo com a sensibilidade de cada paciente e também ao desgaste que terá que ser feito, que acaba variando de paciente para paciente.

  • 6. As lentes podem ter cáries?

Não! A porcelana não  tem como ter cáries, mas os dentes abaixo delas, sim.

Por isso os cuidados com escovação, fio dental e tudo mais deve ser redobrado, pois por mais bem adaptada que seja a lente ou faceta, sempre terá um ponto de união entre dente e porcelana por isso pode se ter uma infiltração

A melhor forma de se prevenir é uma consulta regular com seu dentista para caso tenha algum problema ele possa corrigir no início.

  • 7.  O procedimento é reversível?

As facetas de porcelana podem ser retiradas, mas precisam ser substituídas por outras. Isso ocorre porque a estrutura do dente é desgastada para sua colocação, portanto é preciso repor essa estrutura. 

Já no caso das lentes de contato dentais, é possível fazer a remoção e manter apenas os dentes naturais, desde que não tenha sido necessário nenhum desgaste para a colocação das lentes. No entanto, a remoção não é recomendada, pois o procedimento é bastante delicado e utiliza uma broca na remoção da porcelana, que na maioria dos casos acaba removendo o esmalte do dente, podem ficar também restos da cola que são difíceis de remover sem ter um desgaste dental

  • 8.  Por que é um procedimento caro?
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Todo profissional que faz esse tipo de procedimento é altamente qualificado que vai desde a realização de cursos, muito estudo e aprendizado. O investimento em todo material envolvido é caro, que vai desde os materiais de moldagem à cola a ser aplicada, scanners de última geração e fora todo trabalho do laboratório de prótese com equipamentos de ponta, protéticos também qualificados e especialistas no assunto, o próprio material que é a porcelana e fora toda responsabilidade do profissional que acaba se tornando responsável pelo trabalho realizado.

Todo trabalho é totalmente personalizado, planejado e realizado por uma equipe de profissionais. Além do mais os pacientes tem a impressão do laboratório ser aquela pessoa trabalhando sozinha em uma pequena sala cheia de dentes, mas nãe é isso! E, faz tempo, os laboratórios se tornaram verdadeiras empresas com diversos profissionais e equipamentos até mais caros que os dentistas utilizam, fora as grandes empresas revendedoras de tudo envolvido com garantias de qualidade e com todo suporte necessário para sempre melhor atender o laboratório, o dentista e até o paciente final.

  • Por que os dentes ficam tão brancos e grandes?

Na verdade quem escolhe a cor tamanho e formato dos dentes é o paciente. A moda parece ser dentes brancos como vemos artistas e pessoas por ai, mas isso é totalmente pessoal. Nós como profissionais sempre damos nossa opinião variando do perfil de cada paciente, mas quem resolve o resultado final é o paciente. 

A grande vantagens desse trabalho é que sempre são feitas provas para o paciente ver como vai ficar e só vai ser colada quando o mesmo der o ok. Caso o paciente não goste de algo, o material é enviado ao laboratório de prótese novamente para novos ajustes e uma nova prova

Nossa obrigação como profissional é sempre obsevar as adaptações das porcelanas nos dentes, um bom ajuste na mordida, usar materiais adequados e atender dentro do possível a expectativa do paciente.

Fonte: IG SAÚDE

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“Adoecemos cuidando de doentes, não porque fomos ao shopping”, diz médica

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BBC News Brasil

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Mariana Alvim – @marianaalvim – Da BBC News Brasil em São Paulo

‘Adoecemos cuidando de doentes, não porque fomos ao shopping’: o desabafo de médica com covid-19

“Tivemos uma guerra biológica, e os soldados nessa guerra fomos nós, profissionais de saúde. Nossa farda foi a máscara. Adoecemos, e alguns morreram nessa luta. E ninguém fugiu dela.”

“Mas nem o nosso hino a gente fez valer: ‘Verás que um filho teu não foge à luta’. Que mãe gentil é essa? O mínimo que merecemos é o reconhecimento de que caímos em serviço.”

As palavras desgostosas são da médica Priscila da Silva Daflon, 40 anos, que trabalha em Santa Catarina e procurou a BBC News Brasil através das redes sociais para relatar o que classifica como descaso do poder público e até da população na consideração ao esforço de pessoas como ela e colegas da equipe — profissionais de saúde e infectados com covid-19.

Para Priscila, o cúmulo da insatisfação veio em setembro, quando recebeu a resposta de um pedido de Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) feito à Prefeitura de Itajaí, da qual é funcionária concursada, trabalhando em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Ela também trabalha, como autônoma, em uma unidade de atendimento infantil a serviço da Secretaria de Saúde do município.

A médica conta que foi infectada com covid-19 em julho, o que foi detectado por um teste rápido e também por seu quadro clínico — ela desenvolveu uma isquemia cardíaca, em que o fluxo de sangue e oxigênio para o coração fica prejudicado.

Ela ficou internada por alguns dias no quarto em um hospital com atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) — atualmente ela está em período de carência na aquisição de um novo plano de saúde, pago do bolso.

Mas o laudo respondeu a ela e a outros profissionais: “(…) Aos servidores que declararem terem sido contaminados pelo COVID-19 durante desempenho das funções laborais informamos que não serão emitidas CATs pela Coordenadoria de Perícia Médica e Saúde Ocupacional em virtude do diagnóstico de COVID-19 aos servidores públicos efetivos ou não, uma vez que não se tem como afirmar com absoluta convicção que esta doença foi adquirida em ambiente de trabalho”.

Citando uma lei federal que define acidentes de trabalho, o documento diz ainda que “se faz necessário a observação do nexo causal, pois o fato de o servidor ser diagnosticado com COVID-19 em meio a uma Pandemia não significa que automaticamente se trate de uma doença ocupacional, visto que, muitos servidores — principalmente da área de saúde — apresentam mais de um vínculo empregatício”.

Referindo-se ao laudo como uma “ofensa”, Priscila reclama que cientificamente não é possível demonstrar a causalidade da infecção — ou seja, a conexão entre o momento da infecção e seu resultado, o adoecimento.

“É a prefeitura que tem que provar que fui contaminada em outro lugar. Nós profissionais de saúde somos por si só grupo de risco.”

‘Não fomos ao shopping’

O CAT pode ser um primeiro passo para acesso a auxílios via Instituto Nacional de de Seguridade Social (INSS) por problemas de saúde ligados ao trabalho, mas segundo a médica, ela estava em busca apenas da formalização, em papel, de que adoeceu.

Priscila reconhece que teve acesso adequado a Equipamentos de Proteção Individual (EPI) mas, mesmo assim, a exposição no local de trabalho é inevitável — “com um monte de paciente circulando, na hora de intubar”.

E, para ela, uma das evidências mais fortes de que não foi em outro lugar que se contaminou é o fato de que seu companheiro e a filha de 12 anos não tiveram covid-19. Já diversos colegas de trabalho na UPA, sim.

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“Não adoecemos porque fomos ao shopping, à praia, a uma festa… Adoecemos porque estávamos cuidando dos doentes. E isso que é vergonhoso: não só o governo de Itajaí, mas também os estaduais, federal, deixarem de reconhecer que esses profissionais adoeceram lutando pela saúde do país”, lamenta.

Ela fala caracteriza também como um “soco no estômago” a decisão do governo federal em setembro de não incluir a covid-19 na lista de doenças ocupacionais — o que facilitaria o acesso ao auxílio-doença por meio do INSS, entre outras formas de assistência.

“Naquele momento, vimos que estávamos à nossa própria sorte”, lembra a médica, natural de Nova Iguaçu (RJ) e formada pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), com pós-graduação em medicina da família pela mesma universidade.

Priscila tira selfie, com olhar sério, jaleco e estetoscópio

Arquivo pessoal
Médica atuando em Santa Catarina relata falta de acompanhamento de seu caso de infecção por covid-19

Em nota enviada à BBC News Brasil, a Prefeitura de Itajaí afirmou que “o servidor diagnosticado com COVID-19 deve comprovar que o seu vínculo empregatício é único e exclusivo com o Município de Itajaí para que a CAT seja emitida – uma vez que muitos servidores, principalmente os da área da saúde, atuam em mais de um local.”

“Entretanto, caso a CAT seja negada pelo município, o servidor efetivo pode ainda fazer a solicitação através do sindicato. Os servidores em regime CLT também podem fazer a solicitação via INSS ou sindicato.”

A Prefeitura destacou ainda que adotou diversas medidas para prestar assistência aos profissionais de saúde na pandemia: “treinamento das equipes; disponibilização completa de EPIs; testagem dos servidores; desinfecção de ambientes; medida provisória para concessão de benefício aos profissionais da linha de frente que têm filhos em idade escolar; central de monitoramento de pacientes positivos, negativos sintomáticos, negativos assintomáticos, idosos, idosos com doenças crônicas (incluindo os nossos servidores); e central de luto: acompanhamento psicológico de famílias que perderam entes queridos para COVID-19.”

Pandemia e precarização do trabalho na saúde

Diferente da assistência que o município diz ter oferecido aos funcionários, Priscila Daflon afirma que não teve acompanhamento muito próximo do seu caso de infecção — tendo acesso apenas a testes rápidos e optando por fazer um teste molecular, o PCR, do próprio bolso.

Este deu negativo, segundo ela porque não foi feito no período em que a infecção estava mais ativa, e sim quando estava prestes a trabalhar — motivo pelo qual ela quis testar. Para avaliar se tinha condições de voltar a trabalhar, ela conta também ter consultado um infectologista por conta própria.

“Quem se preocupou em ir atrás de um diagnóstico, e depois de uma avaliação para retorno, fui eu. Depois de uma semana internada, voltei — cansada, com o corpo doendo, mas voltei, porque tinha muita necessidade de médicos naquele momento.”

Ela reconhece que, como funcionária do município, tem uma situação de emprego mais confortável do que muitos outros colegas na saúde — em que a “pejotização”, a contratação de profissionais como autônomos ou pessoa jurídica, é uma tendência reconhecida até mesmo por entidades de classe, como o Conselho Federal de Medicina (CFM).

Em abril, o conselho chegou a enviar ao Ministério da Saúde uma carta pedindo assistência financeira aos médicos infectados durante a pandemia, citando as vulnerabilidades com a pejotização como “a fragilidade do vínculo, a insegurança e a perda de direitos trabalhistas e previdenciários como o 13º salário, horas extras, adicional pelo trabalho noturno e insalubre, FGTS, licença maternidade, auxílio-doença, entre outros”.

“Nossa preocupação, neste momento, é garantir que os médicos possam enfrentar essa pandemia com de forma segura em diferentes aspectos”, argumentou o CFM. Não há notícias de que o pedido de tenha sido atendido.

Priscila cita os casos de colegas técnicas de enfermagem que ficaram gravemente doentes e precisaram de vaquinhas online para ir se tratar em outras cidades; e de um colega médico que também adoeceu seriamente e, tendo CLT e afastado com uma licença, teve a remuneração do município de Itajaí substituída por um salário pelo INSS, menor. Todos se recuperam pouco a pouco.

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Segundo a prefeitura da cidade catarinense, “os servidores estatutários (efetivos) recebem a remuneração integral quando do afastamento por problemas de saúde, conforme previsto em estatuto próprio. Já os servidores da modalidade de contratação CLT seguem a regra previdenciária do INSS, ou seja, quando do afastamento por problema de saúde recebem a remuneração conforme o teto máximo do INSS”.

‘Situações traumatizantes’

A médica reconhece que a secretaria de saúde do município foi sensível em certos casos, fornecendo fisioterapia e atendimento com nutricionistas para alguns funcionários que adoeceram, mas fala em insensibilidade de setores como o administrativo, que está rejeitando pedidos de CAT.

“Enquanto as prefeituras, as câmaras municipais, as próprias perícias trabalhavam de forma remota, nós não tivemos a opção de fechar. Só aumentamos nossa carga de trabalho e exposição. Mas estávamos todos lá, com medo, vínculo precário e todos esses riscos.”

“Passamos por sofrimento psicológico, por situações traumatizantes. Não estávamos acostumados a ver tantos pacientes sufocando, morrendo sem conseguir respirar. Essa pandemia trouxe nossos avós agonizando, quatro, cinco no mesmo plantão. Ver o olhar de um paciente indo para o tubo”, lembra a médica, se emocionando em alguns momentos da ligação.

Ao mesmo tempo, ela diz que o período da pandemia formou uma “rede de solidariedade” como “em poucas vezes na vida” viu igual — “de médico para médico, de médico para enfermeiro, de técnico para médico”.

Ela lembra por exemplo de uma anestesiologista que se voluntariou para dar uma palestra às equipes do município, ensinando formas de prevenir a infecção no contato com pacientes; e de um médico que se disponibilizou a ajudar no planejamento da compra de insumos para lidar com a pandemia.

Priscila menciona ainda uma rede de apoio formada entre profissionais para ajudar no transporte de colegas que adoecessem e precisassem de tratamento; e também pessoas que cancelaram férias não porque não podiam viajar, mas porque sabiam da demanda de trabalho.

“Eu via esses colegas correndo de um lado para o outro para ajudar alguém que ele nem sabe quem é. Cujo nome não faz diferença. É muito comum a gente encontrar as pessoas na rua depois e elas perguntarem: ‘Você lembra de mim? Você me ajudou tanto’. E a gente não lembra, porque são tantas pessoas.”

“Nós escolhemos esse contato quando fizemos o juramento profissional.”

Por outro lado, a médica confessa o desapontamento ao testemunhar como os pacientes, ou pacientes em potencial, vêm agindo na pandemia.

“Quando a população se aglomera, quando se coloca em risco em grupo, dá tristeza no nosso coração. Porque colocamos nossas famílias e filhos em risco por eles. Mas eles não se importam em se contaminar — e se se contaminarem, vão nos contaminar.”

“A gente não quer aplauso. Queremos que cada um entenda que quando se expõe desnecessariamente, é uma violência contra o profissional da saúde.”

Mas Priscila destaca também momentos em que o carinho das pessoas fez a diferença — como as cartinhas de agradecimento enviadas por uma igreja à equipe, ou a lanchonete próxima ao trabalho que abria excepcionalmente nas madrugadas para enviar alimentação aos profissionais de saúde.

“Isso deu um gás para a gente, aliviava o peso do nosso medo. Era muito legal o reconhecimento — nem toda remuneração é financeira.”

“Mas no início as pessoas estavam mais comovidas. Agora parece que quase voltamos à normalidade, que as pessoas perderam o medo.”

“Somente aplausos não vão ajudar os médicos e enfermeiros doentes. Não estou falando em dinheiro, mas do reconhecimento de que adoecemos lutando.”

Fonte: IG SAÚDE

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