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Fiocruz assina contrato para produção da vacina de Oxford com AstraZeneca

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Tomaz Silva/Agência Brasil

A próxima etapa do acordo é formalizar a encomenda da tecnologia


O Ministério da Saúde e a AstraZeneca avançaram hoje (31) com os processos burocráticos que tornará possível produzir a vacina de Oxford no Brasil . A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) assinou contrato com o laboratório britânico que baseia o acordo entre a parceria.


Caso a vacina de Oxford se mostre segura e eficaz contra a Covid-19 , a AstraZeneca vai transferir a tecnologia para que seja possível produzir 100 milhões de doses da vacina no País. A produção da vacina ficará a cargo da Bio-Manguinhos.

O Governo Federal injetará R$ 522,1 milhões na produção da vacina. Também serão direcionados R$ 1,3 bilhão às despesas para a Encomenda Tecnológica.

Em nota, a diretora de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Camile Giaretta, informou que o firmamento do contrato é um passo importante no acordo. “Essa ação do governo federal significa um avanço para o desenvolvimento de tecnologia nacional e de proteção da população brasileira”, afirmou.

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A nota afirma que, segundo o acordo, a produção no Brasil deve começar em dezembro de 2020 e “garante total domínio tecnológico para que Bio-Manguinhos tenha condições de produzir a vacina de forma independente”.

A próxima etapa do acordo é formalizar a encomenda da tecnologia, que deve acontecer ainda na primeira quinzena do mês de agosto. Do total de doses, 30 milhões serão disponibilizadas entre dezembro e janeiro, enquanto o restante será disponibilizada de janeiro a junho de 2021.

“A Fiocruz recebeu informações técnicas fornecidas pela AstraZeneca necessárias para a definição dos principais equipamentos para o início da produção industrial. Com sua larga experiência em produção de vacinas, a instituição também colocará à disposição sua capacidade técnica a serviço dos esforços mundiais para a aceleração do escalonamento industrial da vacina junto a outros parceiros”, afirmou a nota.

Também participam do comitê de acompanhamento técnico-científico o vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Marco Krieger, além de instituições como Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal do Rio de Janeiro (RJ) e Universidade Federal de Goiás (UFG).

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A distribuição da vacina ficará a cargo do Programa Nacional de Imunização (PNI), que atende o Sistema Único de Saúde (SUS).

“O acordo com a AstraZeneca permitirá, além da incorporação tecnológica desta vacina, o domínio de uma plataforma para desenvolvimento de vacinas para prevenção de outras enfermidades, como a malária”, afirma o comunicado do Ministério da Saúde.

“A assinatura deste acordo é mais um passo decisivo para a produção de uma vacina contra a Covid-19 no Brasil, contribuindo para a soberania nacional ao garantir ao país competência tecnológica e fortalecimento do SUS no combate à pandemia”, finaliza a nota.

Fonte: IG SAÚDE

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Vacina pode ter registro aprovado em outubro, diz diretor do Instituto Butantan

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Vacina pode ter registro aprovado já em outubro, diz Dimas Covas
Getty Images/BBC

Vacina pode ter registro aprovado já em outubro, diz Dimas Covas

Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, disse hoje ser possível ter uma vacina contra a  Covid-19 registrada já em outubro. O Butantan participa de parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac e os testes da vacina no Brasil estão em estágio avançado.

Se a vacina for clinicamente bem-sucedida, o Butantan a submeterá para registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e, em caso de aprovação, o imunizante será distribuído ao SUS (Sistema Único de Saúde) por meio do governo federal.

“Poderemos ter (a vacina) a partir agora de outubro. O processo de preparo para a formulação e o envase já se iniciou. Todos os processos de controle de qualidade e validação já se iniciaram. Então, poderemos ter a vacina. A grande pergunta é se estará registrada e aprovada pelo estudo clínico e poderá ser utilizada. Sou muito otimista. Acho que um prazo razoável seria janeiro de 2021 dado o desempenho até o presente momento”, afirmou Covas.

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O diretor do Butantan também reiterou que não deve haver dúvida sobre a vacina só pelo fato de ter vindo da China.

“Não há motivo para ter essa questão de descaracterizar uma vacina pelo fato de ter sido desenvolvida inicialmente na China”, disse.

Covas ressaltou que a AstraZeneca tem um grande complexo industrial na China e o país asiático tem se destacado na produção de conhecimento científico há anos.

Na semana passada, Bolsonaro (sem partido) valorizou a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e fez pouco caso da vacina chinesa a seus apoiadores: “Não é daquele outro país, não. Tá ok, pessoal?”, declarou.

Fonte: IG SAÚDE

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