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Com abertura de UTIs SUS em Osório, ampliação de leitos no Litoral Norte chega a 135%

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Mais 10 leitos de UTI SUS foram abertos no Hospital São Vicente de Paulo, em Osório, nesta quarta-feira (13/1), pelo governador Eduardo Leite e pela secretária da Saúde, Arita Bergmann. Com essa nova ação do governo do Estado, a ampliação de leitos no Litoral Norte desde o início da pandemia chega a 135%.

“Seguimos empenhado em garantir atenção aos municípios tanto na questão da alta complexidade, com novos leitos de UTI SUS, quanto na prevenção à Covid-19 por meio distanciamento, que ainda é fundamental para que possamos reduzir o nível de contágio e a demanda hospitalar. Até que o Ministério da Saúde faça a habilitação desses leitos, o Estado vai garantir os recursos necessários para o funcionamento das novas UTIs”, destacou o governador.

No hospital, o governador e a secretária foram recebidos pelo diretor vice-presidente Francisco Luiz Moro e dirigentes da instituição, e pelo prefeito Roger Caputi. Depois de uma conversa que durou cerca de 30 minutos, com a participação de lideranças regionais, na qual foram abordados temas relacionados à gestão da pandemia e ao processo de imunização, Leite e Arita visitaram a ala onde estão sendo abertos os novos leitos de UTI adulto para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Também estiveram presentes os deputados Gabriel Souza (estadual) e Alceu Moreira (federal).

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OSÓRIO, RS, BRASIL, 13.01.2021 - Entrega de leitos de UTI para pacientes covid no Hospital São Vicente de Paula. Fotos: Gustavo Mansur/ Palácio Piratini
Capacidade de internação é ampliada em uma das regiões que mais recebe pessoas do Estado e até de fora do RS nesta época do ano – Foto: Gustavo Mansur / Palácio Piratini

Esse foi o segundo reforço na estrutura hospitalar de Osório, desde o início da pandemia, com abertura de leitos. Foram 10 leitos de UTI que começaram a funcionar em abril e agora outros 10. Na região Covid de Capão da Canoa, número de leitos de UTI adulto pelo SUS chega a 61.

A medida vai aumentar a capacidade de internação de pacientes graves em uma das regiões que mais recebe pessoas de outras áreas e até de fora do Estado neste período do ano. De acordo com a direção do hospital, a população dos municípios no entorno que acaba utilizando a estrutura em Osório costuma saltar de 480 mil pessoas para 1,3 milhão no verão. A ocupação das UTIs na região na manhã desta quarta (13) estava em cerca de 90%.

“Direcionamos especial atenção a este hospital, em Osório, pois sabemos da carência de leitos na região. Somamos, hoje, mais 10 leitos de UTI, que vão qualificar o atendimento não só aos moradores da cidade, mas a todo o Litoral Norte. Agradecemos pelo esforço e pela dedicação conjunta de diretores, prefeitos e profissionais da saúde neste momento delicado”, disse a secretária Arita.

Em todo o RS, com a abertura ou reativação de 100 leitos de UTI SUS, iniciada nesta semana, mais outros 68 de retaguarda, a ampliação na estrutura de internação de pacientes graves já alcança cerca de 115% – de 933 em março para 2.018 em janeiro.

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Pela manhã, Leite esteve em Cruz Alta, onde também foram abertos 10 leitos de UTI SUS adulto. Na próxima semana, o governador deverá visitar outros hospitais que terão suas estruturas de atendimento reforçadas para o combate à Covid-19 no Estado.

Veja o planejamento do Estado para ampliação de leitos:

HOSPITAIS COM LEITOS NOVOS E REATIVADOS

OSÓRIO, RS, BRASIL, 13.01.2021 - Entrega de leitos de UTI para pacientes covid no Hospital São Vicente de Paula. Fotos: Gustavo Mansur/ Palácio Piratini
Na região Covid de Capão da Canoa, número de leitos de UTI adulto pelo SUS agora chega a 61 – Foto: Gustavo Mansur / Palácio Piratini

• Hospital São Vicente de Paulo (Osório) – 10
• Hospital São Vicente de Paulo (Cruz Alta) – 10
• Hospital Universitário São Francisco (Pelotas) – 10
• HPS de Porto Alegre – 10
• Hospital Vila Nova (Porto Alegre) – 16
• Hospital Restinga (Porto Alegre) – 10
• Hospital Universitário (Canoas) – 15
• Hospital Beneficência Portuguesa de Porto Alegre – 19

HOSPITAIS COM LEITOS OPERACIONAIS DE RETAGUARDA

• Hospital Cristo Redentor (Porto Alegre) – 18
• Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre – 30
• Hospital de Clínicas (Porto Alegre) – 20

Texto: Renan Arais
Edição: Marcelo Flach/Secom

Fonte: Governo RS

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Economia criativa terá linha especial de financiamento do BRDE

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Responsável por cerca de 130 mil empregos formais antes da chegada da pandemia, as empresas da economia criativa do Rio Grade do Sul terão uma linha especial de financiamento disponibilizada pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). O anúncio da oferta de crédito para o setor, que terá taxa de juro entre as mais baixas do mercado, ocorreu na manhã desta quinta-feira (14/1), em evento na sede do banco, com as presenças do governador Eduardo Leite e da diretora-presidente do BRDE, Leany Lemos.

A medida se soma a outras ações já adotadas pelo governo para auxiliar a os diferentes setores a enfrentar as restrições impostas pela Covid-19 e, desta maneira, está alinhado com o eixo promoção e investimento voltado à recuperação da atividade econômica no RS.

“Sabendo do impacto econômico, do potencial em geração de empego e da forte conexão com os novos tempos, o incentivo à economia criativa já estava no nosso planejamento de governo. Diante do grave quadro sanitário, que impactou fortemente o setor, buscamos construir soluções. Já temos uma carteira de opções bastante expressiva, como editais da Lei Aldir Blanc, programa RS TER e oferta de microcrédito. Mas também demandamos esforço também do BRDE, um banco público focado no desenvolvimento e com vocação para atender ao interesse maior da sociedade, o que se concretiza nessa linha de financiamento”, afirmou o governador.

“Nossas ações não se esgotam aqui. Continuamos dialogando para construir novas soluções para a retomada de eventos e atividades culturais de forma a preservar vidas e a economia“, complementou Leite.

A linha de financiamento está no escopo do programa Recupera Sul, lançado pelo banco ainda no ano passado para socorrer os setores mais afetados pela pandemia. Além de crédito para capital de giro das empresas e a possibilidade de oferta para investimento no pós-pandemia, com prazos diferenciados e análise de acordo com a demanda, a linha do BRDE para a economia criativa vem acompanhada de uma nova diretriz.

“Vamos oferecer treinamento e orientações para acessar o crédito, ajudando no planejamento e na organização das empresas”, destacou Leany Lemos. Além desse suporte, acrescentou, o banco se compromete a simplificar a análise dos pedidos, com a elaboração de um relatório específico e sucinto para o setor. Os recursos para a linha de financiamento têm origem de fundings captados pelo banco e recursos próprios.

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A diretora-presidente observa que o BRDE, como instituição de fomento, tem por característica financiar projetos de desenvolvimento de longo prazo e que a oferta para capital de giro é uma novidade na instituição.

“Diante da importância cada vez maior da economia criativa na geração de emprego, renda e inovação, o BRDE considera importante essa ação, em especial neste momento crítico que todos seguimos vivendo com a Covid-19”, enfatizou Leany.

Entre abril e o final de 2020, o banco concretizou 223 operações de crédito no programa Recupera Sul, considerando somente os financiamentos de valores inferiores ao usualmente praticado, entre R$ 50 mil e R$ 200 mil, chegando ao total de R$ 40 milhões. No âmbito da economia criativa foram já realizadas 60 operações de crédito no volume de R$ 7,6 milhões, com valor médio de R$ 127 mil.

Mais recursos na cultura

A secretária da Cultura, Beatriz Araujo, observou que a linha de financiamento é uma ação do banco que vai contribuir com os objetivos do eixo Promoção e Investimento, do RS Criativo, e direcionada aos empreendedores.

“Seja para estabelecer capital de giro, ou para reduzir o impacto negativo da pandemia nos negócios, trata-se de um mecanismo com acesso facilitado e condições atraentes, contribuindo para fomentar a economia criativa e ampliar sua importância na cadeia produtiva do Rio Grande do Sul, fortalecendo o setor cultural”, afirmou durante a videoconferência de anúncio da linha de financiamento.

A secretária igualmente destacou o crescimento na atual gestão em termos de investimentos no Sistema Pró-Cultura com o objetivo de mitigar o impacto da pandemia na produção cultural. Com essa medida, foi possível alcançar a cifra de R$ 50 milhões investidos até dezembro de 2020 – R$ 10 milhões via Fundo de Apoio à Cultura (FAC) e R$ 40 milhões via Lei de Incentivo à Cultura (LIC). A previsão de investimentos no Pró-Cultura para 2021 é de R$ 55 milhões.

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Em outra frente, o governo gaúcho já efetuou repasses de R$ 26,6 milhões por meio de editais e R$ 1,6 milhão em renda básica, viabilizados pela Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc. E, ainda em janeiro deste ano, R$ 46,1 milhões serão disponibilizados em três editais por meio de parcerias com entidades culturais.

O anúncio contou ainda com as seguintes participações: secretária de Trabalho e Assistência Social, Regina Becker; secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Rodrigo Lorenzoni; secretário de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Mauro Hauschild; diretor de Planejamento do BRDE, Luiz Corrêa Noronha; superintendente da Agência de Porto Alegre do banco, Paulo Raffin; adido Cultural do RS em 2020, cantor e compositor César Oliveira; além de deputados estaduais, e  representantes do BRDE e de setores culturais.

ECONOMIA CRIATIVA DO RS

Linha Especial de Financiamento

Quem pode buscar o financiamento
• Micro, pequenas e médias empresas de setores da economia criativa com sede no RS.
• Microempreendedores individuais (MEIs) poderão ser contemplados em linhas específicas do banco, como o Microcrédito BRDE, ou através dos parceiros operacionais do banco.

Valores máximos
• Capital de giro limitado a 20% do faturamento bruto do exercício anterior da empresa ou do grupo econômico;
• Micro e pequenas empresas (faturamento até R$ 4,8 milhões por ano): até R$ 200 mil;
• Demais empresas: até R$ 1,5 milhão;
Observação: poderão ser avaliados valores maiores conforme demanda específica, mas sem a utilização do Relatório Simplificado.

Prazos do financiamento
• Prazo total de até 60 meses (inclusos até 24 meses de carência)
• Pagamento de juros trimestrais durante a carência. Após, pagamentos mensais (Sistema SAC);
• Custo da taxa Selic, mais juro entre 4% e 6% ao ano;

Como pedir
• Solicitação de financiamento poderá ser via site do Banco ou pelo e-mail [email protected]

Texto: Pepo Kerschner/Ascom BRDE
Edição: Marcelo Flach/Secom

Fonte: Governo RS

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