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Lissauer decreta luto oficial e lamenta falecimento de Maguito Vilela

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O presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), Lissauer Vieira (PSB), decretou luto oficial de três dias no Poder Legislativo em virtude do falecimento do prefeito licenciado de Goiânia, Maguito Vilela, ocorrido na madrugada desta quarta-feira, 13. O político, que iria completar 72 anos em 24 de janeiro, morreu às 4h10 desta quarta-feira, 13, na UTI Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, onde estava internado há quase três meses. O sepultamento acontecerá em Jatai, sua terra natal.

Em suas redes sociais, Lissauer logo cedo comentou a morte e manifestou solidariedade aos familiares e amigos. “Infelizmente ele não conseguiu se livrar de uma infecção pulmonar e veio a óbito nessa madrugada. Nossos profundos sentimentos de pesares a família e amigos. Que Deus possa confortar a todos nesse momento de dor”, publicou. 

Pelo Twitter, o presidente do Legislativo divulgou uma foto de 7 de outubro de 2020, quando Maguito, em campanha pela prefeitura de Goiânia, visitou Lissauer na presidência da Alego. “Sempre cortês, Maguito era referência na política goiana, um líder de sucesso e grande batalhador pela vida”, afirmou.

Natural de Jataí, onde será sepultado, Maguito era advogado, professor e ocupou vários cargos na política goiana. Iniciou sua trajetória na vida pública sendo vereador na sua cidade natal, também foi deputado estadual, passando pela Alego em 1982; deputado federal constituinte em 1986; vice-governador em 1990; governador em 1994 e senador em 1998. Em 2004 venceu a eleição para a Prefeitura de Aparecida de Goiânia e reeleito em 2008. No ano passado, após o então prefeito de Goiânia, Iris Rezende, decidir não disputar a reeleição, Maguito foi escolhido candidato pelo MDB e eleito no segundo turno da eleição, em 29 de novembro, com 52,60% dos votos válidos. 

 Ex-deputado estadual e deputado federal constituinte, governador, senador e prefeito, Maguito foi um dos políticos mais queridos dos goianos. Ele deixa a esposa, Flávia, e quatro filhos, entre eles o presidente estadual do MDB e ex-deputado federal, Daniel Vilela. 

Daniel publicou, nas redes sociais, uma nota de pesar onde afirma que o pai foi sua maior referência e que perdeu o melhor amigo. “Durante muitos dias queria fixar meu olhar nessa foto que a Flávia me enviou, mas não conseguia porque ela me trazia o sentimento que ele estava partindo, com a roupa que ele mais gostava e no local que ele mais amava: a fazenda em Jataí. E hoje, infelizmente, o meu melhor amigo partiu. O meu impecável pai, Maguito, o maior exemplo e minha maior referência. Não consigo não ser egoísta nesse momento. Queria ele ainda por muitos anos com a gente… Nessas horas ficamos pensando se poderia ter sido diferente, mas o que dizem – e eu concordo – é que para Deus tudo tem a sua hora, e a dele foi agora e da forma que precisava ser, ao lado dos seus filhos, e dizendo até breve. Descanse em paz! Obrigado, Deus, por me permitir amar e ser amado tanto pelo meu Pai!”, afirma o ex-deputado.

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Líder do Governo na Alego, o deputado Bruno Peixoto (MDB) afirma, em nota publicada nas redes sociais, que Maguito deixa um legado incontestável na política goiana. “Sempre foi um homem forte, guerreiro e lutou incansavelmente pela vida. Hoje, sem dúvidas, tivemos uma grande perda!”.

O deputado Talles Barreto (PSDB), de partido adversário a, lamenta o falecimento do prefeito de Goiânia. “Homem íntegro, um dos grandes nomes da política goiana, que contribuiu muito com nosso estado e que lutou bravamente contra a covid-19 e suas complicações. Rogamos a Deus que conforte seus familiares, em especial o amigo e irmão Daniel Vilela, amigos e goianienses diante essa perda. Descanse em paz!”, ressaltou o parlamentar.

O deputado Delegado Eduardo Prado publicou uma nota de pesar endereçada a Daniel Vilela. “Meus sentimentos @danielvilela15. Deus confortará o teu coração. Há dois anos, meu pai se foi de forma inesperada. Sei o que passa em teu coração. Nosso amigo Maguito nos deixa legado de sucesso e perseverança. Está ao lado de Deus. Tu honrarás o legado deixado por ele. Em oração por todos vocês”, disse.

Gustavo Mendanha (MDB), prefeito reeleito de Aparecida de Goiânia com um dos maiores percentuais de votos do País, decretou luto oficial de três dias em Aparecida e afirma que a administração do seu padrinho político no município foi um marco na história da cidade.

“É com profunda tristeza no coração e na alma que recebo a notícia do falecimento do ex-governador e ex-prefeito de Aparecida, Maguito Vilela, meu pai político e conselheiro. Os mandatos de Maguito à frente da Prefeitura de Aparecida representam um marco na história desta jovem cidade. Existe uma Aparecida antes e depois de Maguito”, disse.

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Início

Luís Alberto Maguito Vilela nasceu em Jataí, em 1949, filho de Joaquim Morais Vilela e de Nazime Martins Vilela. Formou-se em direito na Faculdade de Direito de Anápolis em 1974.

Em 1976, elegeu-se vereador em Jataí pela Arena, legenda que apoiou o regime militar instalado no País em 1964. Maguito cumpriu um mandato de seis anos, quando ocupou a presidência da Câmara Municipal.

Em 1979, transferiu-se para o PMDB, partido de oposição aos militares. Em 1982, elegeu-se deputado estadual de Goiás pelo PMDB para a 10ª Legislatura da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás, quando foi líder do Governo no Parlamento.

Na Constituinte, votou a favor de propostas como a limitação do direito de propriedade privada, o mandado de segurança coletivo, a proteção ao emprego contra as demissões sem justa causa, o voto aos 16 anos, a nacionalização do subsolo e a criação de um fundo de apoio à reforma agrária.

Em outubro de 1990, elegeu-se vice-governador de Iris Resende Machado. Em 1994, com o apoio de Iris, Iris, foi eleito governador pelo PMDB.

Em 2002, foi candidato a governador do Estado de Goiás pelo PMDB, quando foi derrotado por Marconi Perillo (PSDB). Novamente candidato em 2006, foi derrotado por Alcides Rodrigues (PP).

No Senado Federal, de 1999 a 2007, Maguito Vilela teve atuação destacada em importante comissões da Casa Legislativa, como na Comissão de Constituição e Justiça e na Comissão de Assuntos Sociais, onde levou a sua experiência como o governador que implantou maior programa social do País até então.

No ano de 2007, Maguito ocupou a vice-presidência do Banco do Brasil, nomeado pelo ministro da Fazenda Guido Mantega.

Seu último cargo público foi a prefeitura de Aparecida de Goiânia, onde foi eleito em 2008, com 81,11% dos votos, tendo sido reeleito no pleito seguinte.

Maguito também foi dirigente do Vila Nova Futebol Clube e vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol.

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Parlamentares ressaltam importância da iniciativa federal de garantir vagas de estágio para pessoas com deficiência

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Enquanto em Goiás, o Executivo sancionou lei que propõe a ampliação de 5% para 10% as vagas destinadas a estágio para pessoas com deficiência em órgãos públicos em dezembro passado, projeto de lei voltado a garantir 3% das vagas aos PCDs tramita na Câmara dos Deputados. Propositor da legislação goiana, o deputado Lissauer Vieira (PSB), presidente do Parlamento de Goiás afirma que, “esse é um assunto muito importante e que exige nossa atenção”, salienta. 

A nível federal, o projeto de lei nº 4617/20, de autoria do deputado paranaense Ney Leprevost (PSD), está em análise na Casa. O texto visa estabelecer que as empresas públicas e de economia mista reservem, no mínimo, 3% das vagas de estágio remunerado para pessoas com deficiência. “O poder público precisa agir como garantidor dos direitos das pessoas com deficiência”, salienta.

Leprevost assinala que, “a deficiência não pode ser, em nenhuma hipótese, motivo para discriminação e exclusão. Pelo contrário, espera-se da contratação de uma pessoa com deficiência o mesmo que se espera de qualquer outra, ou seja, dedicação, profissionalismo, assiduidade”, acentua o deputado federal.

Por sua vez, Lissauer ressalta que o Parlamento de Goiás tem tido zelo pelas causas sociais e exercido o papel de trabalhar pela melhoria das condições da sociedade. “Temos olhado com bastante cuidado para as causas sociais e quando apresentei o projeto, nossa intenção foi atualizar o número de vagas, aumentando a oportunidade e inclusão das pessoas com deficiência em sua primeira oportunidade de trabalho”, frisa. 

Já para o deputado Coronel Adailton (Progressistas), parlamentar também defensor dos direitos das pessoas com deficiência, “esse projeto tem grande relevância. Ele é muito importante, porque visa reconhecer o direito das pessoas com deficiência de serem incluídas no mercado de trabalho, com estágio remunerado nas empresas públicas e nas de economia mista”, assinala. Para o parlamentar, “é sim, uma verdade, essas pessoas são especiais no sentido de que quando têm deficiência em algum órgão, em algum sentido, ela desenvolve muito mais algum outro sentido para compensar isso”, constata. 

O político militar prossegue ao defender que as pessoas com deficiência, prestam um serviço de muita qualidade. “Eu tenho defendido na Assembleia Legislativa, em todo o estado de Goiás, e durante toda a minha vida, sempre o fiz. Valorizar as pessoas com deficiência, e reconhecer nelas o quanto são especiais. Nós, que nos dizemos normais, aí coloco sempre entre aspas esse ‘normal’, precisamos aprender muito com as pessoas com deficiência e esse projeto, nada mais é do que reconhecer o direito delas”, garante. 

Coronel Adailton, que também é presidente da Comissão de Turismo da Casa, exemplifica o trabalho do colegiado em que foi proposta, ‘e ela está sendo muito bem aceita pelas pessoas com deficiência”, a inclusão destas na área do turismo em Goiás. “Queremos levar isso muito adiante, porque essas pessoas, realmente, merecem o nosso respeito, e o nosso trabalho em prol da melhoria da qualidade de vida delas”, garante. 

O texto goiano, que trata da ampliação do percentual de vagas, foi aprovado de forma definitiva e por unanimidade em sessão ordinária híbrida na Alego em 9 de setembro passado. A sanção aconteceu em menos de um mês da aprovação da lei na Assembleia Legislativa de Goiás. 

Ampliação do percentual

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Conforme a nova lei, ficam reservadas 10% das vagas de estágio, nos órgãos e entidades da administração pública estadual direta e indireta, ao estudante estagiário com deficiência, de conformidade com o tipo de deficiência e as respectivas atividades laborais a serem exercidas. Outra mudança trazida no documento é a alteração do termo “portador de deficiência” para “com deficiência”.

O intuito do Executivo de Goiás é garantir a inserção de pessoas com deficiência no mercado de trabalho já durante o ensino médio ou curso superior. E isto se justifica porque muitas destas pessoas, apesar das dificuldades relativas à deficiência, possuem capacidade de trabalhar, e não só podem como também querem fazê-lo.

A lei anterior, de nº 16.248, que garantia a reserva de vagas de estágio para pessoas com deficiência, proposta pelo deputado Alcides Rodrigues, era de 8 de maio de 2008. 

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