PARANÁ

Cascavel vai receber 323 casas populares com investimento de R$ 41,3 milhões

Publicados

em


Cascavel, no Oeste do Estado, vai receber R$ 41,3 milhões em novos investimentos para a construção de 323 casas populares na cidade. O convênio que viabiliza o empreendimento foi assinado nesta quarta-feira (13), em evento no Palácio Iguaçu, pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, agentes da Caixa Econômica Federal e representantes da iniciativa privada. O prefeito do município, Leonaldo Paranhos, não pôde participar devido a problemas climáticos que impediram o embarque.

O projeto faz parte de uma iniciativa conjunta dos três níveis do Poder Executivo com a construtora PRM, com sede em Curitiba. Os investimentos serão financiados com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) por meio do programa estadual Casa Fácil Paraná e do programa Casa Verde e Amarela, do governo federal. A estimativa é que a obra comece em março, com prazo de conclusão de 24 meses.

“A Companhia de Habitação do Paraná vem realizando um belíssimo trabalho em todo o Estado. É mais um investimento grande que reforça a preocupação do Governo do Estado com uma política eficiente de habitação. A intenção sempre foi atender as famílias que mais precisam e sonham com a casa própria, em ter um lar digno”, afirmou Ratinho Junior.

O documento assinado oficializa a adesão da construtora ao Chamamento Público Cohapar. Por meio dele, a companhia oferece sua expertise para viabilização dos empreendimentos e obtenção de recursos federais dentro dos parâmetros exigidos pela União e pela Caixa Econômica Federal, que gere os recursos do FGTS aplicados em habitação popular em todo o País. “O nome do programa é Casa Fácil porque o Governo quer facilitar o acesso das pessoas de bem a esse sonho que é ter a casa própria”, disse o governador.

CONTRAPARTIDAS – O Governo do Estado, por meio da Cohapar, prestará serviços de assessoramento técnico à construtora. Também estão previstos o fornecimento dos materiais da rede de água e esgoto, através da Sanepar, e a instalação das redes de energia elétrica e unidades consumidoras pela Copel.

Leia Também:  Com apoio da população, Hemosul bate mil doações e arara vermelha começa a receber cor nesta segunda

As contrapartidas estaduais fazem parte do programa Casa Fácil Paraná, cuja lei de autoria do Executivo e aprovada pelos deputados estaduais prevê a oferta das contrapartidas via Cohapar para ampliação das contratações próprias e também do repasse de recursos da União.

Além de viabilizar novos empreendimentos, a participação estadual contribui para a redução do custo final das moradias e, por consequência, das prestações mensais de financiamento imobiliário que serão pagas pelas famílias beneficiadas.

A Prefeitura de Cascavel atuou na viabilização do projeto construtivo e doou a área onde o conjunto será construído.

PARCERIAS AMPLIARAM INVESTIMENTOS – O trabalho integrado com o Governo Federal e a abertura da Cohapar para trabalhar de forma integrada às construtoras foi um dos fatores que resultaram no aumento de 100% no volume de casas populares entregues no Paraná de 2019 a 2020. Passou de 1.281 unidades concluídas em 2019 para 2.553 em 2020. Para 2021, por enquanto, há 4,3 mil moradias em construção, o que garantirá novo aumento expressivo. Isso sem contabilizar ainda os projetos que serão contratados este ano.

Presidente da Cohapar, Jorge Lange destaca que o Casa Fácil Paraná está se espalhado por todas as regiões do Estado e a intenção é ampliar o número de municípios beneficiados pelo programa. Segundo ele, o projeto tem atualmente cerca de 7 mil unidades com ordem de construção assinada no Paraná, com destaque para grandes empreendimentos, com mais de mil casas, em Arapongas, Ponta Grossa e Londrina.

“Temos várias construtoras tocando diversos projetos no Estado. A ideia é que com recursos do Tesouro, do Fundo de Combate à Pobreza, de organismo internacionais, e a parceria do governo federal possamos espalhar ainda mais este programa, diminuindo o deficit habitacional do Paraná”, ressaltou Lange.

Leia Também:  Saem de fábricas do Estado 70% da produção brasileira de fécula de mandioca

CARACTERÍSTICAS – O Residencial Ibiza será construído em uma área com mais de 128 mil metros quadrados no bairro Jardim Floresta, próxima ao Residencial Riviera, em Cascavel. Os imóveis terão entre 45,24 metros e 49 metros quadrados, em lotes individuais de 125 metros quadrados. O local ainda contará com um amplo espaço e convívio comum, com praças e áreas de lazer em seu entorno.
Os interessados em adquirir um imóvel no futuro empreendimento devem se cadastrar pelo site http://www.cohapar.pr.gov.br/cadastro. Podem participar da seleção famílias com renda mensal de até R$ 1.600 e que não possuam casa própria.

Quem quiser saber mais sobre o condomínio e ver a projeção de como ficará o projeto pode acessar o link http://www.cohapar.pr.gov.br/Projetos/Residencial-Ibiza-Cascavel

EMPREGOS E RENDA – A construção do novo empreendimento habitacional deve gerar cerca de 850 novos postos de trabalho diretos na indústria da construção civil. Além das famílias diretamente beneficiadas e dos trabalhadores, os recursos também movimentarão a economia regional a partir da compra dos materiais que serão utilizados na obra. “A construção civil é um setor muito importante neste momento de retomada da economia porque gera uma quantidade grande de empregos de maneira rápida”, destacou o governador.

PRESENÇAS – Participaram do evento o vice-governador Darci Piana; o secretário de Estado do Desenvolvimento Urbano e de Obras Pública, João Carlos Ortega; o superintendente de Inovação da Casa Civil, Henrique Domakoski; os deputados estaduais Alexandre Curi e Gugu Bueno; o prefeito de Goioerê, Betinho Lima; o gestor de projetos da construtora PRM, Pedro Muggiati.

Saiba mais sobre o trabalho do Governo do Estado em:
http:///www.facebook.com/governoparana e www.pr.gov.br

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

PARANÁ

Boletim agropecuário aborda a ovinocultura paranaense

Publicados

em


Apesar de o Paraná não ter um rebanho ovino expressivo, a cultura movimenta aproximadamente R$ 96 milhões por ano no Estado, dinamizando a economia de várias regiões, particularmente de Cascavel e Guarapuava. Essa é uma das análises do Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária, produzido por técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e Abastecimento,  referente à semana de 16 a 22 de janeiro.

O Paraná tem um rebanho de 589 mil cabeças de ovinos. Em 2019, a participação desse segmento no Valor Bruto de Produção (VBP) estadual foi de aproximadamente 0,1%. Mesmo que os volumes pareçam pouco expressivos, a ovinocultura movimentou R$ 96 milhões durante o ano no Estado, valor importante para dinamizar a economia.

O núcleo regional de Cascavel, no Oeste do Estado, é o mais expressivo na produção, contribuindo com R$ 12,8 milhões para o VBP desse segmento. É seguido pelo núcleo de Guarapuava, com R$ 8,6 milhões. Praticamente a totalidade dos ovinos é destinada ao consumo interno.

Dados da Embrapa apontam que a cotação do ovino vivo teve variação positiva de 11,1% na comparação de dezembro de 2019 com o mesmo mês em 2020. O impulso foi dado, sobretudo, pela alta de soja e milho, pela redução na produção e consequente importação da carne ovina, e pela baixa disponibilidade de pastagem, em razão da estiagem severa.

Leia Também:  Casas populares para 60 famílias em vulnerabilidade social

A estimativa para 2021 é que haja aumento na produção. No entanto, os preços devem se manter ainda em alta seguindo a provável recuperação econômica. Também contribui para a formação do preço a manutenção da alta da soja, do milho e do dólar, o que eleva os custos na alimentação e nos insumos.

FEIJÃO E FRUTAS – O boletim registra, ainda, a colheita de 51% do feijão de primeira safra. De forma geral, o clima em janeiro está favorecendo a cultura, com boas expectativas de produtividade e qualidade dos grãos. Da segunda safra, apenas 7% foi semeada e a maioria está em fase de germinação.

Em relação às frutas, há análise sobre algumas das principais da pauta de importações do Brasil: peras, nozes, castanhas, uvas e maçãs. No total, o Brasil importa 25 espécies de frutas de 65 fornecedores. Em 2020, foram adquiridas 450,7 mil toneladas com despesas de US$ 596 milhões.

MILHO E SOJA – A semana se encerra com 57% da área da primeira safra de milho no Paraná na fase de frutificação. A colheita já começou, mas ainda não atinge 1% do total. Da segunda safra, a área plantada ainda é incipiente, com 1% do estimado.

Leia Também:  Bahia planeja compra de ultrarrefrigeradores para receber vacinas da Covid-19

Para a soja, as chuvas de janeiro foram benéficas. Mas, se ajudou a restabelecer a umidade do solo, elas também dificultam o acesso dos produtores às lavouras de algumas regiões para o trato cultural. A colheita está começando na região de Pato Branco, devendo se fortalecer a partir de fevereiro, a depender do clima.

OUTRAS CULTURAS – O documento produzido pelos profissionais do Deral traz também uma análise sobre o comportamento dos preços do trigo e derivados tanto para o produtor e industrial quanto para o consumidor. Leitura semelhante é feita em relação à avicultura de corte, com o estudo se estendendo também para a exportação.

Há ainda registro sobre as condições das lavouras de batata tanto da primeira safra, que já tem 87% da área colhida, quanto da segunda safra, que está com 39% semeada. Sobre a mandioca, o boletim retrata a dificuldade de trabalho a campo devido à chuva, mas com desenvolvimento satisfatório das lavouras plantadas.

Confira a íntegra do boletim  AQUI

Saiba mais sobre o trabalho do Governo do Estado em:
http:///www.facebook.com/governoparana e www.pr.gov.br

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA