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Ressocialização: Seap inaugura mais uma unidade fabril no sistema penitenciário

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Os reeducandos do sistema penitenciário da Paraíba ganharam mais uma oportunidade de aprender uma profissão e de serem inseridos no mercado de trabalho. Na tarde desta quarta-feira (30), foi inaugurada na Penitenciária Padrão de Santa Rita uma fábrica escola de vassouras feitas com garrafas pet. Já são 1.775 pessoas privadas de liberdade em atividades de trabalho no Estado, um crescimentode 95,7% em relação ao ano passado, quando havia 907 reeducandos trabalhando, segundo dados do Departamento Penitenciário Nacional (Depen).

Na nova unidade fabril, na Penitenciária Padrão de Santa Rita – Fábrica de Vassouras Esperança Viva – resultante de parceria entre a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap), Fundação Cidade Viva e Vara das Execuções Penais, inicialmente 15 apenados serão capacitados para em seguida começar a produção a partir de janeiro próximo. Estes reeducandos serão beneficiados pela lei 7210/84, que prevê a remição da pena, um dia para cada três dias trabalhados, enquanto suas famílias serão remuneradas com a venda dos produtos.

O secretário da Administração Penitenciária, Sérgio Fonseca, afirmou que esse novo projeto de ressocialização “é mais um compromisso da Secretaria com os reeducandos e com a sociedade, porque o maior objetivo é a reintegração social e a Seap, junto com parceiros como a Fundação Cidade Viva, promove a transformação de vidas. Quando se soma as forças do estado e da sociedade civil você consegue efetivamente impactar de forma positiva na vida, no caso aqui das pessoas privadas de liberdade”, pontuou.

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O secretário executivo da Seap, João Paulo Barros, avalia que o projeto será exitoso porque o trabalho dignifica. “É nosso dever como ente público proporcionar a qualificação de pessoas hoje privadas de liberdade para que no futuro quando retornarem para a sociedade possam contribuir de forma significativa e não cometerem mais crime. Eu acredito na recuperação do ser humano”, ressaltou.

O gerente executivo de Ressocialização da Seap, João Sitônio Rosas, destacou que o espaço inaugurado vai contribuir de fato com mudança de vidas e revelou que novos projetos estão programados para acontecerem em 2021, a exemplo da inauguração da segunda unidade do projeto Castelo de Bonecas com instalação na Penitenciária Feminina de Campina Grande, no dia 5 de janeiro. Neste projeto, as reeducandas confeccionam bonecas e bolsas. Por conta da pandemia, a produção de bonecas foi interrompida, mas foram confeccionadas mais de 200 mil máscaras cirúrgicas.

Para o pastor Moisés Lima, da Fundação Cidade Viva, todos juntos, em parceria, têm contribuído em levar esperança às pessoas privadas de liberdade e a instalação da fábrica de vassouras é uma demonstração de confiança nos reeducandos. 

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A psicóloga e representante do Conselho da Comunidade de Santa Rita, Andreia Paulino, comentou que é gratificante quando surgem postos de trabalho. “Eles têm a consciência que isto aqui não éapenas uma fábrica, mas o valor deles; fico feliz em ver que cada um está aprendendo para usar o que aprendeu lá fora”, enfatizou.

O apenado JF, que vai trabalhar na fábrica escola de vassouras, agradeceu pela instalação da unidade fabril e acrescentou que “a oportunidade é muito importante porque ela mostra que há quem acredite em nós e porque lá fora vamos ter condições de ter nosso sustento”.

Na Paraíba, o número de pessoas privadas de liberdade em atividades de trabalho cresceu 95,7% em 2020 em relação ao ano passado. Até dezembro de 2019 eram 907 reeducandos trabalhando no Estado, conforme nota técnica n° 79 de  Junho  de 2020 do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) (dados até dezembro de 2019). “Estamos fechando 2020 com 1.775 reeducandos trabalhando, ou seja,  um crescimento de 95,7%. São 824 pessoas em trabalho externo e 951 em trabalhos internos”, comemora o secretário da Administração Penitenciária, Sérgio Fonseca. 

 

 

Fonte: Governo PB

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Paraíba

FCJA lança ‘Gente de Casa’, na passagem do aniversário de José Américo de Almeida

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A Fundação Casa de José Américo lança, no próximo domingo (10), em formato digital, a galeria artística “Gente de Casa”, com telas a óleo pintadas pelo artista plástico Tônio, retratando perfis de personalidades envolvidas no universo literário, político e pessoal do patrono da casa, que estaria completando 134 anos.

A intenção da instituição é ampliar as possibilidades de estudos das diversas vertentes culturais da Paraíba, tendo a vida e obra do escritor como epicentro documental e histórico, reforçado pela ótica privilegiada dos que conviveram ou estudaram o romancista e homem público.

“Pretendemos restabelecer as conexões que o legado de Zé Américo proporciona, ampliando o olhar contemporâneo sobre outras pessoas, ambientes e circunstâncias, permitindo um entendimento dos cenários que levaram a Paraíba, tão miúda geográfica e economicamente, a ser tão agigantada, pulsante e respeitada na história do país, com um protagonismo graúdo, cuja façanha é vista de forma displicente pelas atuais gerações. Queremos lembrar o que foi feito, fazendo de outro jeito. A pretensão é conhecer, valorizar e difundir os valores conterrâneos, como fizeram os construtores dessa herança cultural, que muito é devida ao ambiente literário plantado e cultivado pelo autor de ‘A Bagaceira’”, argumenta o presidente da instituição, o jornalista Fernando Moura.

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A primeira tela a ser adicionada à galeria virtual será da escritora, ex-secretária e confidente de José Américo, Lourdes Luna, que o acompanhou por 17 anos, contribuindo, até 2018, quando faleceu, a configurar a própria Fundação, sonho acalentado por ela desde a ascensão do memorialista à Academia Brasileira de Letras, em 1967. Beneficiada com o acolhimento da biblioteca, correspondências e documentos do arquivo pessoal da ex-servidora, a instituição decidiu acelerar os processos de catalogação e análise do precioso acervo, fazendo o cruzamento com o vasto e historicamente inigualável arquivo do próprio José Américo, sob guarda da Casa e disponível a pesquisas, internas e externas. O resultado do trabalho, previsto para 2022, será reunido em publicação com roupagem didática.

Na sequência do “Gente de Casa”, em fevereiro será anexada a tela do escritor Wills Leal, falecido em maio do ano passado, aos 83 anos, cuja biblioteca e eclética documentação foi doada pela família à FCJA, passando a compor um novo ambiente de estudos sobre temáticas essencialmente paraibanas.

Personalidades ainda em atividade, como Gonzaga Rodrigues, José Octávio de Arruda Melo, Ângela Bezerra de Castro e Neroaldo Pontes também vão compor a galeria de notáveis, a exemplo de Celso Mariz, Juarez da Gama Batista, Virginius da Gama e Melo, Linduarte Noronha, Severino Ramos e Hélio Zenaide, assíduos interlocutores da privilegiada varanda da avenida Cabo Branco, 3336.

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A ação faz parte do cronograma de comemorações dos 40 anos da Fundação, ocorrido em 10 de dezembro de 2020.

Fonte: Governo PB

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