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Enem 2020: professores enfatizam a importância da interpretação textual no primeiro dia de prova

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Neste domingo (17), cerca de 5,6 milhões de candidatos encaram o primeiro dia de provas presenciais do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), aplicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), instituição vinculada ao Ministério da Educação (MEC).

No Pará, aproximadamente 330 mil estudantes irão fazer o Enem. A prova é uma das portas de entrada para as universidades públicas brasileiras e também de programas do Governo Federal, como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que oferece vagas no Ensino Superior em instituições públicas, sem precisar fazer o vestibular. 

O Programa Universidade para Todos (ProUni) e o Financiamento Estudantil (Fies), também são iniciativas que oferecem bolsas em universidades privadas para alunos, a partir das notas alcançadas no Enem.

Com 5h30 de duração, os alunos inscritos irão resolver 45 questões de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; 45 questões de Ciências Humanas e suas Tecnologias e elaborar uma redação que deverá conter entre 7 a 30 linhas. Este ano, o exame terá uma novidade, o Enem Digital, que ocorrerá nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro.

Por conta da pandemia de Covid-19, o Enem 2020 não pôde ser aplicado tradicionalmente no mês de novembro, pois a taxa de transmissibilidade do vírus no período, originalmente, proposto estava alta e, por causa de mobilização de alunos e educadores em todo o País, ficou decidido que o exame seria reagendado para outro momento.

Após essa deliberação, o MEC realizou uma consulta pública com a comunidade escolar para saber quais seriam as melhores datas para a realização das provas, que decidiu pela aplicação do exame nos meses de janeiro e fevereiro de 2021.

DOMINGO TEM REDAÇÃO

Vale ressaltar que neste primeiro domingo de prova é dia de redação. Os candidatos devem atentar ao modelo de redação exigido no exame, que é o de texto dissertativo-argumentativo, com no máximo 30 linhas, e devem buscar uma solução para a situação-problema descrita no enunciado da temática, só conhecido na hora da prova.

É recomendado que primeiramente a redação seja escrita na folha de rascunho, que será disponibilizada aos estudantes e só quando tiver certeza, passe o texto final para a folha de prova. (Confira possíveis temas, segundo o jornal Estadão, mais abaixo).

O professor Paulo André Santiago, de Língua Portuguesa, enfatiza que nessa primeira prova, trata-se da competência de leitura de quem vai fazer a prova. “Se durante o ano de 2020 a pessoa traçou estratégias de leituras direcionadas ao Enem, ela deve proceder do mesmo jeito como treinou, e não deve inventar ou mudar essa perspectiva pedagógica agora na reta final, pois o cérebro pode não “aceitar” a mudança brusca”, pondera o educador.

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“Uma dica para mandar bem na prova, é conferir antes a Cartilha da Redação Enem, que é um material publicado pelo Inep em todas as edições do exame. Dessa forma, é possível conhecer mais sobre as competências e o modelo textual exigido, bem como se inspirar em redações de participantes que conquistaram a nota máxima nos anos anteriores”, complementou o professor Paulo André.

Consideradas por alunos e professores a parte mais cansativa entre os dois domingos de provas, pelo fato de terem textos e comandos de questões longos, as 45 questões de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias acabam exigindo ainda mais dos inscritos, fazendo com que um assunto seja lido por várias vezes e isso demanda bastante tempo.

As principais disciplinas que se caracterizam dessa forma (exigem maiores leituras), são as de Língua Portuguesa, Língua Estrangeira (Inglês, Espanhol ou Francês), Literatura, Artes, Tecnologia da Informação e Comunicação.

Os conteúdos que mais caem nessa área de conhecimento, são: interpretação de textos; estrutura textual e análise de discurso; leitura e artes; variação linguística; gêneros textuais; funções da linguagem; intertextualidade; modernismo no Brasil; esportes e música.

O professor Paulo André Santiago pontua que a melhor maneira de se iniciar a prova, é fazer a leitura e destacar as partes mais importantes dos ítens, pois isso faz com que a pessoa não fique lendo várias vezes a mesma questão para entender, e com a mesma objetividade que ler, chegar até os distratores (o que tem a capacidade de distrair ou pode causar distração) e assinalar a opção correta.

“Se o aluno não tem nenhuma dinâmica de leitura, penso que ele deve começar pelo comando dos itens e destacando as palavras-chave; depois, passar para o texto apresentado e, objetivamente, com a caneta, destacar as partes mais importantes do texto. Dependendo do suporte apresentado, se for charge, poema, tirinha, texto em prosa ou propaganda, o discente precisa saber qual a função de cada um e, associado ao que foi destacado pelo estudante, fica mais fácil para compreender e marcar a assertiva verdadeira”, explicou o educador.

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Além, das provas de Linguagens e de Redação, também serão aplicadas questões de Ciências Humanas e suas Tecnologias, com disciplinas de Geografia, História, Filosofia, Sociologia e outras. A seguir, confira os assuntos que mais caem nessa prova:

História

Segundo Reinado; Baixa Idade Média; A República Velha; A era Vargas; Governos pós-regime militar; Sistema e economia colonial; Grécia e Roma; Reformas e revoluções e Administração colonial.

Geografia

Globalização; Climatologia; Cartografia; Urbanização; Indústria; Geografia agrária; Biogeografia; Relações internacionais.

Sociologia

Cidadania; O mundo globalizado; Economia e sociedade; Política, poder e estado; Cultura e educação.

Filosofia

Filosofia contemporânea; Escola Sofística, Sócrates e Platão; Aristóteles e Escola Helenística; Filosofia medieval; Renascimento; Immanuel Kant; Idealismo alemão e a Escola de Frankfurt.

O professor de História e coordenador do programa Enem Pará, Diego Maia, disse que a dica deste ano é trabalhar bastante a interpretação textual, além de reforçar o hábito pela leitura de revistas, jornais, livros e fazendo pequenas sínteses do que estiver lendo em voz alta, pois isso ajuda consideravelmente na interpretação de textos, principalmente na área de Humanas.

“Que os alunos possam organizar melhor aquilo que já foi estudado e o que ainda precisa estudar. É importante identificar os pontos fortes e os mais frágeis no processo de aprendizagem, para fazer nesse momento um funil de estudos. Não dá para ficar estudando tudo até o dia da prova. Nessa seleção de conteúdos, é necessário mapear o que já foi estudado e registrar o que precisa ser analisado” ressalta o educador Paulo André.

É importante frisar que o tempo de cada questão precisa ser respeitado, devido os distratores de cada pergunta serem muito grandes. Neste sentido, o pré-vestibulando terá em média três minutos para resolver os ítens; isso se justifica pelo fato da dinâmica da prova, pois neste primeiro domingo, os candidatos terão 5h30 para responder às questões, preencher o gabarito, fazer a redação e passar para a folha de respostas.

Confira a lista de possíveis temas para a Redação do Enem 2020:

– A importância do SUS para a garantia da saúde no Brasil. 
– Os desafios do uso da tecnologia na educação.
– Erradicação do analfabetismo.
– Violência doméstica no Brasil.
– A obesidade no Brasil.
– Os desafios do sistema carcerário brasileiro.

*Por Lucas Rocha e Vinícius Leal (Ascom/SEDUC)

Fonte: Governo PA

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Pará foi o maior gerador de empregos na região Norte em 2020

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Mesmo em meio à pandemia do novo coronavírus, o Para foi o estado que mais gerou empregos formais na região Norte em 2020, uma alta puxada principalmente pelo setor da construção civil. De acordo com um balanço divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA), foram quase 10 mil postos de trabalho só nessa área, entre janeiro e novembro, levando em consideração as admissões e os desligamentos. O bom resultado deve-se, entre outros fatores, aos investimentos em obras e programas por parte do governo do Estado.

No entanto, houve queda na geração de empregos formais em dezembro passado, e um saldo negativo de 1,4 mil postos, sendo 60 do setor da construção civil.

O titular da Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), Inocêncio Gasparim, comenta a expectativa de um 2021 de mais números positivos. 

“Nossos resultados representam 60% dos empregos nessa atividade econômica em todo o Norte, e estão ligados ao trabalho que o Governo faz de atração de investimentos de recursos, com trabalho acelerado para a concessão de licenças estrutura e infraestrutura para implantação de novas empresas”, avalia o gestor, lembrando que obras estruturantes e reconstrução de escolas e prédios públicos capitaneados pelo Estado também fazem a diferença nesse cálculo. 

“A Seaster não parou durante a pandemia e fez a intermediação de mão de obra em várias frentes e, tomando os devidos cuidados, vamos continuar, vamos melhorar em 2021”, antecipa Inocencio.

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Paulo de Oliveira, 50, mora em Ananindeua e está desde setembro trabalhando como pedreiro nas obras do BRT Metropolitano, conduzidas pelo Governo do Pará.

“Trabalhei por dois anos no outro BRT e é uma honra, é gratificante fazer parte de um projeto que vai fazer tanta diferença na vida das pessoas. Eu deveria estar trabalhando desde abril, mas por causa da pandemia tive que esperar mais um pouco. Hoje a renda que eu ganho mantém a casa e a vida com a minha esposa”, conta o trabalhador.

Análises – Técnico e pesquisador do Dieese, Everson Costa, afirma que o Pará gerou quase 40 mil empregos no total durante todo o ano passado, sendo o 10º estado brasileiro no ranking da geração de postos de trabalho. O impacto é ainda mais significativo por se tratar de um setor que mexe como um todo na economia.

“O emprego que é gerado no setor da construção civil coloca dinheiro, coloca condição e poder de compra na mão dos trabalhadores. Eles, por sua vez, dinamizam a economia a partir do momento em que partem para o consumo, seja no comércio, seja no serviço ou nos outros setores”, justifica.

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Ele destaca como decisões acertadas o sistema de bandeiramento implementado nas regiões do Estado, permitindo organização no retorno gradual das atividades, e a própria agenda estadual de obras públicas. A queda registrada em dezembro é esperada, já que as condições climáticas do período naturalmente desaceleram o expediente.

“A manutenção positiva da geração de empregos é um bom receptor para 2021, e cresce o otimismo, porque nós já estamos com vacina. À medida em que a gente vai vacinando a população, conseguimos trazer a normalidade de volta e expandir o plano de retomada econômica. Certamente, teremos a continuidade de obras públicas e outros fatores positivos fundamentais para ditar o ritmo de crescimento”, sugere Everson.

Fonte: Governo PA

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