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Mistério resolvido: Cientistas descobrem origem das pedras de Stonehenge

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Flickr/Freesally

Pesquisadores descobrem a origem das rochas usadas na construção do monumento Stonehenge


Stonehenge, uma maravilha neolítica situada ao sul da Inglaterra, tem instigado historiadores e arqueólogos há séculos com seus muitos mistérios : como foi construída? Qual a sua finalidade? De onde vieram suas imponentes rochas de arenito?

Essa última pergunta pode, finalmente, ter uma resposta depois que um novo estudo descobriu que a maioria das pedras gigantes – conhecidas como sarsens – parecem compartilhar uma origem comum a 25 quilômetros de West Woods, uma área repleta de atividades pré-históricas. O artigo foi publicado na revista científica Science Advances.

A descoberta reforça a teoria de que os megálitos foram levados a Stonehenge na mesma época: por volta de 2.500 A.C., a segunda fase da construção do monumento que, por sua vez, poderia ser um sinal de que seus construtores eram de uma sociedade altamente organizada

A pesquisa ainda  rebate outra teoria  de que um grande sarsen, conhecido como a Pedra do Calcanhar, veio da vizinhança e foi erguido antes dos outros.

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O autor principal David Nash, professor de Geografia Física da Universidade de Brighton, disse que ele e sua equipe tiveram que criar uma nova técnica para analisar os sarsens, que medem até nove metros de altura e pesam até 30 toneladas .

Primeiro, eles usaram raios-X portáteis para analisar a composição química das rochas, que são 99% de sílica, mas contêm vestígios de vários outros elementos.

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Sam Frost (English Heritage)

Jake Ciborowski (Universidade de Brighton) analisa o núcleo sarsen extraído de Stonehenge, usando um espectrômetro portátil de fluorescência de raios-x


Enorme esforço

Trabalhos anteriores descobriram que as “pedras azuis” menores de Stonehenge vieram do País de Gales, a cerca de 200 quilômetros a oeste, e o novo estudo diz que elas e os sarsens foram colocados ao mesmo tempo .

“Então, deve ter sido um esforço enorme acontecendo naquele momento”, disse Nash. “Stonehenge é como uma convergência de materiais trazidos de diferentes lugares “.

Ainda não se sabe como os construtores foram capazes de transportar as rochas por uma distância de 25 quilômetros – embora a ideia predominante seja que elas foram arrastadas por trenós. “Acho que estamos diante de uma sociedade muito organizada “, acrescentou Nash.

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Quanto ao motivo pelo qual eles escolheram West Woods, segundo o especialista, poderia ter sido um caso de pragmatismo, pois era um dos locais mais próximos. Mas a área já era um ninho de atividade neolítica

Nash disse que a técnica de pesquisa desenvolvida poderia ajudar a responder a outras questões arqueológicas , como a rota usada para transportar as rochas. Ele e sua equipe também esperam usar as técnicas em outros locais antigos espalhados pela Grã-Bretanha.


Fonte: IG Mundo

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Polícia entra em confronto com manifestantes em Beirute

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A polícia libanesa lançou bombas de gás lacrimogêneo para tentar dispersar manifestantes que jogavam pedras e bloqueavam uma via perto do Parlamento em Beirute neste domingo (9), no segundo dia de protestos contra o governo pela explosão devastadora da última terça-feira (4) no porto da capital.

O fogo irrompeu em uma entrada para a Praça do Parlamento, enquanto os manifestantes tentavam invadir uma área isolada, segundo imagens de TV. Os manifestantes também invadiram os escritórios de ministérios.

A enorme explosão matou 158 pessoas e feriu mais de 6 mil além de destruir partes da cidade, num momento de crise política e econômica, gerando fortes apelos para que o governo renuncie.

Policiais da tropa de choque entraram em confronto com os manifestantes, enquanto milhares de pessoas seguiam para a Praça do Parlamento e para a Praça dos Mártires, disse um correspondente da Reuters.

“Demos a esses líderes tantas chances de nos ajudar e eles sempre falharam. Queremos todos eles fora, especialmente o Hezbollah, porque é uma milícia e apenas intimida as pessoas com suas armas”, disse Walid Jamal, um manifestante desempregado, referindo-se ao o grupo armado mais influente do país, apoiado pelo Irã, que tem ministros no governo.

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O patriarca cristão maronita, Bechara Boutros al-Rai, disse que o gabinete deveria renunciar, uma vez que não pode mudar a forma como governa. “A renúncia de um parlamentar ou ministro não é suficiente, todo o governo deveria renunciar, pois não é capaz de ajudar o país a se recuperar”, afirmou em seu sermão de domingo.

A ministra da Informação, Manal Abdel Samad, disse hoje que estava renunciando ao cargo, citando a explosão e o fracasso do governo em realizar reformas.

Os protestos de sábado foram os maiores desde outubro, quando milhares de pessoas foram às ruas para exigir o fim da corrupção e da má governança.

Cerca de 10 mil pessoas se reuniram na Praça dos Mártires, que foi transformada em uma zona de batalha à noite entre a polícia e os manifestantes. Eles que tentaram romper uma barreira ao longo de uma via que leva ao Parlamento. Alguns manifestantes invadiram ministérios do governo e a Associação de Bancos Libaneses.

Um policial foi morto e a Cruz Vermelha disse que mais de 170 pessoas ficaram feridas.

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O primeiro-ministro e a Presidência disseram que 2.750 toneladas de nitrato de amônia altamente explosivo, usado na fabricação de fertilizantes e bombas, foram armazenadas por seis anos sem medidas de segurança no depósito do porto.

O governo garante que punirá os responsáveis.

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