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Zema destaca retomada econômica no estado durante visita ao Sul de Minas

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Dando sequência às agendas de retomada econômica em Minas Gerais, o governador Romeu Zema visitou na manhã desta sexta-feira (16/10), em Poços de Caldas, no Sul de Minas, a empresa alemã Thyssenkrupp, que está ampliando a produção no município. Já foram investidos, desde a inauguração da fábrica, em 2015, cerca de R$ 130 milhões, com previsão de novos investimentos para os próximos anos e geração de empregos.

No final da tarde da quinta-feira (15/10), Zema visitou a Ferrero Rocher, uma das maiores fabricantes mundiais de doces e chocolates cuja única fábrica no país também fica em Poços de Caldas. Ele ressaltou o compromisso de seu governo com o desenvolvimento econômico, industrial e social do estado.

“Queremos transformar Minas no estado que tenha menos dificuldades para quem quer empreender. O governo não será nenhum obstáculo no que diz respeito à burocracia, lentidão e falta de resposta, que eram muito comuns no passado. Por este motivo mesmo, somente no ano passado conseguimos atrair para Minas Gerais mais de R$ 50 bilhões em investimentos, sendo que nos últimos anos o último governo não conseguiu atrair nem a metade deste valor”, destacou o governador.

Avança Minas

Zema lembrou o lançamento do Avança Minas, um conjunto de medidas de desburocratização para melhorar o ambiente de negócios no estado e que engloba um pacote de obras públicas que somam R$ 1 bilhão, nas áreas da Saúde, Educação, Segurança pública, Infraestrutura rodoviária e urbana.

“Nós fizemos o levantamento do que era prioritário e agora estamos executando mais de 30 obras em todas as regiões do estado, gerando 35 mil empregos. Isso é extremamente importante neste momento, de retomada da atividade econômica, que ela ficou prejudicada com o desaquecimento”, afirmou Zema.

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A estimativa é de que as obras gerem 35 mil empregos diretos e indiretos, contribuindo com mais de R$ 3 bilhões para o Produto Interno Bruno (PIB) dos municípios e cerca de R$ 181 milhões em arrecadação de impostos. As obras contam com recursos estaduais, federais e também de saldos de convênios já firmados, além de acordos com a iniciativa privada e concessões de rodovias.

Ampliação

O Thyssenkrupp é um grupo alemão de empresas presente em 60 países. Desenvolve negócios no Brasil desde 1837 e emprega cerca de 3,8 mil colaboradores no país nos segmentos automotivo, de energia, de mineração, químico, petroquímico e de defesa naval.

Em Minas Gerais, a empresa possui cinco unidades, com um escritório em Belo Horizonte e plantas industriais em Santa Luzia, Ibirité e Poços de Caldas. A unidade do Sul de Minas está implantando uma nova linha de usinagem de tubos para produção de eixos de comando de válvulas integrados à tampa do cabeçote do motor, com conceitos da indústria 4.0. A tecnologia reduz em cerca de 40% o peso do motor. A empresa está investindo na modernização de processos de usinagem para aumentar a competitividade e diminuir o prazo de entrega dos produtos.

“A Thyssenkrupp tem um faturamento no Brasil de cerca de R$ 3 bilhões, e aproximadamente 25% é gerado a partir das operações em Minas Gerais, que empregam 520 colaboradores. Aqui em Poços de Caldas, nossa planta iniciou a operação em 2015 e já passamos por dois ciclos de investimentos para nacionalização de processos produtivos, aumentando o nosso parque fabril e agregando maior valor ao produto”, afirmou o CEO da empresa na América do Sul, Paulo Alvarenga.

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Também participaram da visita nesta sexta-feira o secretário de Governo, Igor Eto, e o diretor de atração de investimentos do Indi, João Braga.

 

Pedro Gontijo / Imprensa MG

Chocolate

Durante a visita à Ferrero Rocher, na tarde desta quinta-feira (15/10), o governador conheceu toda a estrutura da planta, incluindo as linhas de produção e os laboratórios de qualidade da Ferrero. No local, são fabricados os produtos Nutella, Ferrero Rocher (bombons e ovos de Páscoa) e Kinder Chocolate, além de ser realizado o envase de Tic Tac. A fábrica, uma das mais modernas do grupo, abastece diversos países, favorecendo o fluxo de exportação e importação e, consequentemente, beneficiando a economia mineira.

A empresa está em operações em 35 países. Fundada há mais de 60 anos, na cidade italiana de Alba, conta atualmente com 25 mil empregados e está entre as maiores produtoras mundiais de doces e chocolates. Ela mantém um portfólio de mais de 70 marcas globais.

No Brasil, a Ferrero está presente desde 1994. Três anos mais tarde, inaugurou sua fábrica em Poços de Caldas, que passou por um processo de ampliação para dobrar sua capacidade de produção, concluído em 2016. Entre suas marcas presentes no Brasil destacam-se Kinder, Nutella, TicTac, Ferrero Rocher e Raffaello, entre outras. A fábrica de Poços de Caldas emprega cerca de 450 funcionários.

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MINAS GERAIS

Minas recebeu mais de R$ 18 bi em investimentos de janeiro a setembro de 2020

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O Governo de Minas, por meio da Agência de Promoção de Investimento e Comércio Exterior de Minas Gerais (Indi), intermediou a aplicação de mais de R$ 18 bilhões em investimentos no estado, no acumulado de janeiro a setembro de 2020. Ao todo, foram realizadas 99 operações, que geraram 14.511 empregos diretos.  

O balanço dos três primeiros trimestres do ano revela que os principais aportes foram feitos por empresas do ramo de mineração, construção civil, geração de energia, agricultura e pecuária. Na comparação com o mesmo período de 2019, houve um incremento de 22% no montante aplicado no estado, quando os investimentos somaram R$ 14.781.859. Na mesma base de comparação, a geração de empregos teve um salto de 171%, passando de 5.359 para 14.511 neste ano.

Os números mostram que, mesmo no período de crise econômica mundial provocado pela pandemia da covid-19, os esforços do Governo de Minas para simplificar a vida de quem quer investir e dar oportunidade de trabalho estão dando resultados.

“Gerar empregos é nossa prioridade. Nos primeiros nove meses deste ano, conseguimos atrair para Minas R$ 18 bilhões em investimentos. Isto significa que mais de 14 mil empregos diretos foram criados. E isso é apenas uma parte do que aconteceu no estado. Até o momento, Minas é o estado que tem a menor taxa de óbitos por covid. E nós queremos ser o estado que primeiro vai reativar a economia e que mais vai criar empregos”, disse o governador.

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Estimativa

Mesmo com as incertezas no mercado financeiro causadas pela pandemia, estratégias adotadas pelo Governo de Minas e pelo Indi fizeram com que fosse mantida a estimativa de que o estado receba aportes de R$ 30 bilhões até dezembro de 2020. 

De acordo com o presidente do Indi, Thiago Toscano, isso foi possível graças à percepção da agência de promover mudanças estratégicas de atuação durante a pandemia, priorizando segmentos que não tinham tendência de retração. “É claro que, no início, houve um impacto de modo geral. No entanto, quando percebemos isso, estabelecemos diretrizes que nos permitiram focar em setores como os de alimentação e mineração – áreas que continuaram trazendo excelentes resultados”, observou.  

Conforme Toscano, esse resultado positivo decorre também da melhoria do ambiente de negócios em Minas Gerais, aliada a uma visão de mercados a médio e longo prazos. “Temos um governo que é focado no desenvolvimento econômico. Ou seja, em descomplicar a vida de quem quer investir. Basta observar que, mesmo com um ambiente externo em crise, conseguimos manter as previsões de investimentos”, explicou.  

Outro aspecto ressaltado por Toscano é a governança de atração de investimentos do Estado.  “Hoje, a Secretaria de Fazenda também tem um olhar desenvolvimentista. Trabalhamos muito próximos dela. Os órgãos do governo estão alinhados com o Indi em suas metas e objetivos”, disse. 

Cases

Para ilustrar, Toscano cita como exemplo o aporte de aproximadamente R$ 150 milhões que a canadense McCain fez em Araxá, no Alto Paranaíba, inaugurando a sua primeira fábrica no Brasil. A empresa, voltada para produção de batata pré-frita congelada, mira atender à crescente demanda interna, levando em consideração que, atualmente, 100% desse tipo de produto é importado. “Pela natureza e pelo pioneirismo do negócio, esse é um investimento que agrega imenso valor à cadeia produtiva nacional”, analisa o presidente do Indi. 

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Outro caso citado por ele é o da Libbs Farmacêutica. A empresa aplicou R$ 13 milhões em um centro logístico em Varginha, no Sul de Minas.  “Esses são apenas alguns exemplos para mostrar que esse trabalho, além da geração de milhares de empregos, impacta diretamente no caixa do Estado, melhorando a arrecadação mineira”, afirma.  

Além de diversas vantagens logísticas devido à sua privilegiada localização geográfica, entre os incentivos que as empresas têm para vir para Minas Gerais é possível citar a adoção de tratamentos tributários inteligentes, visando uma relação na qual se beneficiam tanto o Estado, quanto a empresa e, claro, o cidadão.

Reconhecimento

Os resultados obtidos estão gerando reconhecimento também fora do país. A International Business Magazine, revista gerida pelo The Winner Institute, com sede em Dubai, reconheceu o Indi como a melhor agência de promoção de investimentos do Brasil em 2020.

A premiação, realizada em março, é considerada como um encontro de personalidades e empresários com maior êxito em suas atividades, de todas as partes do mundo.

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