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Safra mineira de grãos 2020/2021 mantém estimativa de volume recorde

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A safra mineira de grãos 2020/2021 mantém a expectativa de recorde e deve alcançar 16,1 milhões de toneladas, com crescimento de 5% em relação ao volume produzido na safra anterior. A atualização dos dados da safra faz parte do 5º Levantamento de Safra de Grãos 2020/2021 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nessa quinta-feira (11/2).

A estimativa aponta, ainda, crescimento de 5,6% na área cultivada, que deve alcançar 3,7 milhões de hectares. A comparação com o relatório divulgado em janeiro mostra um crescimento de 0,6% na produção mineira de grãos. Segundo a assessora técnica da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Creuma Viana, isso se deve ao crescimento na área e na produtividade de algumas culturas como o feijão e o milho.

“De modo geral, o bom desempenho da safra de grãos está sendo puxado principalmente pelo milho e soja, que respondem por 90% da produção total de grãos do estado”, explica Creuma Viana.

Os bons preços alcançados nos mercados interno e externo também foram fundamentais para esse crescimento. “No ano passado, os preços da soja e do milho atingiram patamares recordes e o retorno financeiro sempre é determinante nas decisões do produtor”, avalia a assessora da Seapa.

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Números

A produção de milho total, incluindo a 1° e a 2° safras, deve alcançar 7,8 milhões de toneladas, com crescimento de 3,8% no volume. Já a área plantada terá uma expansão de 1,3% e a produtividade será 2,4% superior à safra passada, alcançando 6,4 mil quilos por hectare. 

Na avaliação da assessora técnica, esse crescimento se deve aos bons preços praticados no mercado interno, com elevada demanda pelo cereal. O milho é utilizado na alimentação de animais, como suínos e aves, e a produção e o consumo dessas proteínas também apresentam expectativa de crescimento para atender os mercados interno e externo.

A produção de soja está estimada em 6,7 milhões de toneladas, com 8,7% de aumento. Devido à valorização do grão no mercado, a área destinada ao cultivo deve ser 10,6% maior na comparação com a safra 2019/2020. A estimativa é de que as lavouras mineiras de soja alcancem 1,8 milhão de hectares. 

“Esse aumento é motivado pela forte demanda do mercado chinês, que respondeu por 69% das importações do grupo do complexo soja (grão, farelo, óleo) do estado. Em 2020, Minas Gerais registrou aumento tanto no valor, quanto no volume embarcado para a China”, explica Creuma Viana.

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O amendoim se destaca entre os grãos com estimativa de crescimento. A produção deve alcançar 5,2 mil toneladas, com aumento de 6,1% na comparação com a safra anterior. Este bom resultado se deve à expansão da área, que deve ficar em 1,8 mil hectares, 5,9% superior à safra 2019/2020.

Já a produção de arroz deve registrar aumento de 4,9% nesta nova safra, chegando a 8,6 mil toneladas. A área cultivada prevista é de 2 mil hectares e a produtividade deve registrar ganho de 5,3%, cerca de 4,3 mil quilos por hectare.

Queda

Para alguns grãos cultivados no estado, há expectativa de queda na produção. É o caso do algodão em caroço que, com redução na área plantada e na produtividade, vai alcançar volume de 143,3 mil toneladas. A queda é de 11,1% em relação à safra anterior.

Estima-se, também, redução de 5,6% na produção de sorgo, que deve ficar em 738,2 mil toneladas. Já para a safra 2021 de trigo, com previsão de início a partir de março, é esperada uma retração de 4,4% na produção, que deve alcançar 217,1 mil toneladas.

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Governador se reúne com o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho

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O governador Romeu Zema se reuniu, no início da tarde desta quinta-feira (25/2), na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, com o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho. Foram discutidos projetos importantes para o estado, principalmente na preservação dos recursos hídricos e recuperação de áreas degradadas.

O ministro apresentou o Programa Águas Brasileiras, que busca atrair investimentos privados para alavancar iniciativas de recuperação de áreas degradadas com o uso de tecnologias avançadas, em parceria com o setor produtivo rural. O projeto também visa consolidar e recuperar Áreas de Preservação Permanentes (APPs), avançar nos mecanismos de conversão de multas ambientais e aprimorar medidas de gestão e governança que garantam segurança hídrica em todo o país.

Marinho ainda pediu apoio do Governo do Estado na atração de investimentos privados para os projetos de preservação dos recursos hídricos e recuperação das bacias brasileiras, entre elas a do São Francisco, que nasce em Minas Gerais. Além disso, o ministro também solicitou o auxílio no desenvolvimento e acompanhamento das ações. A previsão é a de que os primeiros projetos financiados sejam apresentados no próximo mês.

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