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Laser acelera recuperação de animais silvestres

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Cicatrização mais rápida com menor tempo de tratamento, maior controle de infecções e mais economia de insumos para o poder público. São esses os principais benefícios proporcionados pelo aparelho que irradia ondas eletromagnéticas de laser, que passou a ser usado nos cuidados com a fauna silvestre no Centro de Triagem de Animais Silvestres de Minas Gerais (Cetas-MG), em Belo Horizonte. A estrutura é administrada em parceria pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O equipamento é pioneiro entre as 24 unidades dos Cetas distribuídos em 20 estados e no Distrito Federal, e já coleciona, desde maio, excelentes resultados no tratamento de feridas dos animais que diariamente chegam à unidade.

O grande diferencial é que ele estimula o processo de cicatrização. Segundo a médica veterinária do IEF, Érika Procópio, a cicatrização mais rápida permite que o animal se recupere em menos tempo, facilitando o tratamento. “O laser também tem um espectro de luz que bloqueia o crescimento microbiano, ajudando bastante no controle de infecções. Recentemente, nós usamos esse laser em um mico que chegou com uma ferida muito contaminada em um dos joelhos. Em duas semanas o animal recebeu alta. Ele estava perfeito. Sem o equipamento, provavelmente, o tempo de recuperação demoraria um mês ou até um mês e meio”, afirma.

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A analista ambiental do Ibama, veterinária Laerciana de Souza Matos, foi a responsável técnica no órgão federal pela compra do equipamento, que custou cerca de R$ 5,6 mil. Ela conta que tudo começou com uma estagiária do Cetas, que iniciou pesquisas sobre o assunto e ofereceu um equipamento que era usado por sua mãe em uma clínica de estética para ser testado nos animais. Segundo Laerciana, os resultados impressionaram. “O equipamento diminui os efeitos inflamatórios, aumenta a vascularização da área ferida e com isso acelera a produção do tecido de granulação.

Redução do tempo

Além disso, ele aumenta a analgesia, o que significa a diminuição da dor no local. O resultado é uma recuperação mais rápida da ferida, com o animal ficando menos tempo internado e o órgão ambiental tendo menos gastos com medicação e o animal acaba sendo manipulado menos vezes, ficando menos estressado. Isso garante, inclusive, uma liberação mais rápida para a soltura.

A partir da experiência, a equipe criou um protocolo de tratamento que varia de acordo com o animal e a extensão da lesão. Além do mico, o laser já foi usado para o tratamento de um papagaio lesado por linha de cerol, um ouriço-cacheiro que teve parte da pele do crânio removida e também uma paca que sofreu um ferimento na cabeça, provavelmente causado por briga com cachorros. 

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Expansão

O sucesso do tratamento já leva os dois órgãos ambientais a trabalhar para expansão do uso em outras unidades. “Esse aparelho que irradia ondas eletromagnéticas de laser exemplifica o empenho das equipes do IEF e do Ibama na busca constante em ofertar melhores condições de tratamento e cuidados para nossos animais, no Cetas. Vamos ampliar a utilização do equipamento, nas nossas demais unidades compartilhadas com o Ibama e também em nosso Cetras de Patos de Minas”, afirma o diretor-geral do IEF, Antônio Malard.

O superintendente do Ibama em Minas Gerais, Ênio Fonseca, assegura que o Cetas é uma de suas prioridades. “Mesmo convivendo com limitações orçamentárias, estamos trabalhando para ampliar a capacidade de atendimento dos nossos Centros de Triagem pelo Estado. O Programa de Conversão de Multas do Governo Federal possibilitará a aplicação de recursos na compra de novos equipamentos”, garantiu.

Em Minas, há quatro Centros de Triagem de Animais Silvestres. As unidades de BH, Juiz de Fora e Montes Claros são compartilhadas entre IEF e Ibama, enquanto a de Patos de Minas, que também é de reabilitação, é exclusiva da autarquia estadual. Cerca de 12 mil animais são recebidos por ano nas quatro unidades.

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Romeu Zema anuncia que mineiros não terão reajuste na conta de energia elétrica da Cemig em 2020

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O aumento de 4,27% aplicado nas contas de energia elétrica enviadas pela Cemig em maio não irá vigorar. O comunicado foi feito nesta quinta-feira (6/8) pelo governador Romeu Zema, em coletiva de imprensa virtual transmitida pelas redes sociais.

O cancelamento do aumento, referente ao reajuste anual feito pela companhia, aconteceu em negociação entre o Executivo mineiro e a presidência da empresa.

Zema ressaltou que a medida faz parte do esforço do Governo de Minas para amenizar os impactos da pandemia na vida dos mineiros.

“Sabemos que muitos perderam o emprego, perderam renda. E faremos tudo o que pudermos para ajudar as famílias. Conversei com o presidente da Cemig e, na última reunião do Conselho de administração da empresa, ficou decidido que o aumento de 4,27% aplicado nas contas de maio não irá vigorar. O mineiro não terá reajuste na conta de energia elétrica este ano, como aconteceu nos anos anteriores”, explicou.

Pequenas empresas

Ele também ressaltou que a medida deve beneficiar pequenos empresários. “Sabemos que os pequenos empreendedores também foram duramente atingidos pela pandemia e a manutenção dos valores das contas de luz vai ajudar a aliviar as despesas”, disse.

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O impacto da perda de arrecadação referente ao reajuste tarifário será amenizado pela entrada de R$ 714 milhões nos cofres da companhia, referentes à vitória da Cemig em disputa tributária judicial que questionou a inclusão do PIS-Pasep/Confins na base de cálculo do ICMS das faturas de energia.

A solicitação de cancelamento do reajuste já foi enviada à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), para ser analisada e deliberada pela diretoria da agência.

 

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