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Governo chama a atenção para fake news do coronavírus

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Um dos reflexos da pandemia, principalmente frente à perspectiva da chegada da campanha de vacinação contra a covid-19, é o aumento da circulação das chamadas fake news. O termo conceitua informações falsas e que se espalham rapidamente entre a população por meio do compartilhamento sem checagem, via mídias socais.

Os conteúdos falsos são ainda mais perigosos por levantarem suspeitas sobre a segurança da vacinação.

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) alerta: também é comum a esse tipo de conteúdo a atribuição de falas a autoridades, recurso fraudulento e inverídico.

Cuidado!

Crédito: @markus-winkler

Veja exemplo da fraude/fake news que envolve a covid-19: desde dezembro do ano passado circula, via Whatsapp, mensagem atribuída falsamente ao secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Carlos Eduardo Amaral, intitulada “Chegamos ao Pico”.

Apesar de a mensagem estimular a adoção de protocolos sanitários e de distanciamento social (recurso usado para enganar o leitor), seu conteúdo é 100% falso.

Vale lembrar que as fake news confundem o público, promovem a desinformação e podem até mesmo colocar a vida dos mineiros em risco.

Cheque a notícia

Um dos remédios contra a propagação das fake news é a checagem de informações básicas.

A SES-MG dá algumas dicas de como verificar se uma informação da área de saúde relacionada à covid-19 é falsa ou verdadeira:

  • Autoria: Geralmente, fake news não trazem a identificação nominal do autor do texto, veículo de imprensa e ou timbre da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG);
  • Compartilhamento: Antes de compartilhar qualquer informação, cheque assinatura, origem, selos e ou timbre. E lembre-se: apenas conteúdos oficiais e verídicos devem ser compartilhados.
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Mais exemplos

Nos últimos meses, com o coronavírus no centro da atenção mundial, há conteúdos falsos sugerindo que as pessoas podem se curar do SARS Cov-2 ingerindo o mesmo coquetel usado para tratar o HIV (vírus da Aids).

Na mesma linha, outras notícias mentirosas sugerem que o isolamento social é ineficaz. Ou até mesmo que a ingestão de água sanitária eliminaria o novo coronavírus do organismo.

Nos celulares de todo o país, viraliza ainda fake news cujo conteúdo anuncia que a Coronavac, produzida pela China em parceria com o Instituto Butantan, está sendo comercializada via internet. Neste caso, é preciso redobrar a atenção antes de compartilhar, uma vez que a notícia fraudulenta coloca a saúde da população em risco.

Verdade

Frente à notícia descrita acima – e que representa risco potencial à vida da população – o Instituto Butantan se manifestou via redes socais para dizer que a mensagem não procede. E ressalta que as fake news devem ser combatidas na mesma proporção que o vírus, já que ameaçam a saúde pública.

“Notícias falsas são um desserviço à sociedade e representam grande perigo para a todos pois ameaçam o êxito das ações em saúde pública”, declara Carlos Eduardo Amaral.

Médico e professor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), o secretário de Estado de Saúde apela para que a população busque informações a respeito da covid-19 apenas nos canais de comunicação oficiais da SES-MG. “Diariamente, os dados sobre a pandemia são atualizados no site e demais mídias da SES-MG e do Governo do Estado.

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Imunização

A coordenadora de Imunização da SES-MG, Josianne Dias Gusmão, faz um alerta e chama a atenção para as graves consequências da desinformação.

Outra fake news perigosíssima para a saúde desqualifica a eficácia da vacina contra o sarampo. No Brasil, esta notícia falsa pode ter sido uma das causas da volta da doença, que se encontrava quase erradicada.

Gusmão reforça a importância de a população se sentir segura para aderir à vacinação contra a covid-19.

Busquem notícias diretamente da Secretaria, que divulga diariamente informações oficiais sobre os preparativos para a campanha de imunização.

“É importante que todos acompanhem os preparativos da campanha e recebam esclarecimentos para, então, compreenderem a importância da imunização”, frisa Josianne.

A campanha de vacinação contra a covid-19 será realizada conforme as diretrizes do Ministério da Saúde (MS), que colocará as vacinas à disposição, por meio Programa Nacional de Imunização (PNI). A Secretaria de Estado de Saúde reforça que informações sobre saúde pública, incluindo a pandemia de covid-19, devem ser conferidas no site: www.saude.mg.gov.br, no instagram @saudemg, no Facebook saudemg, no twitter @saudemg e nos blogs coronavirus.saude.mg.gov.br/blog e blog.saude.mg.gov.br/tag/coronavirus/.

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Estado inicia projeto piloto de monitoramento do uso da água por telemetria

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Minas avança no desenvolvimento de soluções ambientalmente sustentáveis em áreas de conflito pelo uso da água, com a instalação de equipamentos para estruturação do primeiro sistema de monitoramento de recursos hídricos por telemetria do Estado.

O projeto piloto, realizado na Bacia do Entre Ribeiros, região Noroeste de Minas Gerais, tem como objetivo dar mais transparência ao uso de recursos hídricos, automatizando o acompanhamento de vazão dos rios mineiros em regiões marcadas pela escassez hídrica.

O monitoramento por telemetria faz medições e coleta de dados, que são enviados por satélite ou internet a uma central de informações, onde poderão ser consultadas pelos usuários e pelo órgão gestor de recursos hídricos. A tecnologia se tornou uma exigência para a concessão de novas outorgas a partir da publicação da Portaria nº 48, em outubro de 2019.

Desenvolvimento conjunto

Desenvolvido conjuntamente pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Associação dos Produtores Rurais e Irrigantes do Noroeste de Minas Gerais (Irriganor) e usuários da Bacia do Entre Ribeiros, o projeto conta com a participação de seis empresas de tecnologia responsáveis pela implantação de metodologias para estruturação de um sistema de verificação remota do uso da água.

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Nesta primeira fase do projeto piloto, estão sendo instalados protótipos compostos por hidrômetros, horímetros e sondas de fluxo residual em propriedades rurais localizadas às margens da Bacia Hidrográfica do Entre Ribeiros. Cada protótipo vai integrar uma Unidade Demonstrativa de Sistema. “Desta forma, poderemos avaliar a melhor resposta e validar o melhor produto, levando em conta o menor custo de implantação, de operação e de manutenção”, afirma a analista de agronegócios do Sebrae Minas, Fabiana Vilela.

Para o diretor-geral do Igam, Marcelo da Fonseca, a instalação dos primeiros protótipos será crucial para demonstrar a viabilidade do projeto. “A partir de agora, os usuários irão visualizar os benefícios da tecnologia para a gestão local da água, e o Igam poderá dar início à construção de um moderno sistema de monitoramento por telemetria, garantindo mais eficiência na gestão das áreas de conflito pelo uso de recursos hídricos”, destaca.

A etapa experimental e as fases posteriores serão acompanhadas por pesquisadores, analistas e especialistas de todas as entidades envolvidas no projeto, tendo como resultado a obtenção da metodologia definitiva de monitoramento. A expectativa é que, ao final do projeto piloto, o sistema seja reproduzido nas demais bacias hidrográficas de Minas Gerais.

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