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Traçado da nova W9 já aparece no Noroeste

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Foto: Paulo H Carvalho / Agência Brasília

As obras de execução da complementação da W9, no Setor Habitacional Noroeste, que recebem R$ 1,7 milhão de investimentos da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), seguem em andamento.

Já se pode ver por onde os carros irão trafegar na nova Avenida dos Ipês – como será chamada a via. Isso porque já foi feita a limpeza de toda a vegetação do local.

Agora, é realizada a demarcação topográfica para traçar o pavimento da pista. Após concluído este passo, prosseguem a drenagem pluvial e a pavimentação asfáltica – de 650 metros  – finalizando as obras, sob responsabilidade da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap).

Uma vez concluída, a W9 permitirá o tráfego de veículos entre o Setor de Transporte Norte (STN) e a DF-040, próximo ao Setor de Recreação Pública Norte (SRPN). A via terá duas pistas com três faixas cada uma. Segundo o diretor Técnico da Terracap, Hamilton Lourenço Filho, a nova avenida terá capacidade para aguentar um fluxo maior de carros. “Estamos entusiasmados com a finalização da W9, no Noroeste. A previsão é que a obra seja entregue à população até o final do ano”, ressalta.

A W9 é a principal avenida no projeto urbanístico do Noroeste e uma demanda antiga de moradores da região e do setor produtivo local. A obra ficou parada desde 2004 aguardando uma conciliação entre os poderes públicos e comunidades indígenas, que ocupavam um trecho da área onde passará a via.

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Em outubro de 2019, a Terracap, a Defensoria Pública do Distrito Federal, a Defensoria Pública da União, o Ministério Público Federal, a Funai e as famílias das etnias Kariri-Xocó e Tuxá assinaram um termo de compromisso entre as partes para a transferência das famílias para nova área, nas imediações do bairro.

No início do mês de julho, a Terracap entregou as chaves das casas provisórias à cacique Ivanice Tanoné, representante das tribos. Com o cumprimento do acordo, foi dado início imediato às obras. Somente para a complementação da via, serão utilizadas 1,3 mil toneladas de massa asfáltica, estima a Novacap.

Para o diretor de Urbanização da Novacap, Sérgio Lemos, a W9 vai beneficiar os moradores de toda a região, assim como ajudar a melhorar o Índice de Desenvolvimento Humano do Distrito Federal. “Fazer uma cidade com planejamento, que atenda a todos os requisitos necessários de infraestrutura, é diferente de fazer uma engenharia reversa. Quando entramos, por exemplo, com saneamento, pavimentação, melhoramos a qualidade de vida das pessoas”, diz.

Desenvolvimento

Uma fez finalizada, a W9 tem grande potencial de trazer desenvolvimento para a região. É o que explica o presidente da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (Ademi), Eduardo Aroeira. Para ele, a desobstrução da via w9 terá alto impacto na qualidade de vida dos moradores do bairro.

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“A W9 foi projetada para ser a principal via do Noroeste. Com as obras concluídas, naturalmente grande parte do tráfego do bairro passará por ela”, sintetiza. Aroeira comenta que adjacente à via se encontra a grande maioria dos empreendimentos comerciais do bairro, principalmente lojas. “Essa abertura, então, significa o estímulo para o comércio no bairro, gerando emprego e renda para a cidade”.

Entenda o acordo

O local demarcado para a construção da reserva indígena é conhecido como ARIE Cruls. Na área de 14 hectares será construída, em definitivo, a Reserva Indígena Kariri-Xocó e Tuxá do Bananal-DF. A Terracap deverá implementar, no prazo de um ano, a infraestrutura da área, que inclui o sistema de abastecimento de água, esgoto e energia.

Ainda serão construídas 16 unidades habitacionais, uma estrutura de guarita, um centro cultural, sete ocas pequenas, um terreiro, além de uma casa de produção de farinha para apoiar a sustentabilidade da aldeia. Todo o perímetro da reserva foi cercado pela agência.

 

* Com informações da Terracap

Fonte: Governo DF

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Comitê acompanhará preservação do Cerrado

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Atento à preservação ambiental de um dos seus maiores patrimônios naturais, o Governo do Distrito Federal (GDF) começa a dar as diretrizes de um grupo multissetorial voltado ao fortalecimento do Cerrado.

Criado para ajudar na conservação da flora e da fauna locais, o Comitê Distrital da Reserva da Biosfera do Cerrado tem, entre outras funções, a de conservar e recuperar a vegetação nativa do DF, principalmente aquela próxima às áreas urbanas. Nesta semana, o regimento interno desse grupo foi publicado no Diário Oficial do DF.

Brasília tem três grandes Núcleos de Reserva da Biosfera do Cerado: a Área de Preservação Ambiental (APA) Gama/Cabeça de Veado, de aproximadamente 25 mil hectares e que está próxima ao Jardim Botânico e ao Lago Sul; o Parque Nacional de Brasília, de 42,4 mil hectares; e a Estação Ecológica Águas Emendadas, com cerca de 10 mil hectares. Todas elas em meio a regiões ocupadas por moradias.

Uma das ações do comitê – formado por representantes do governo, da sociedade civil e de instituições de ensino e pesquisa – será, por exemplo, criar um corredor de preservação entre essas áreas, principalmente entre o Parque e as Águas Emendadas, permitindo, inclusive a transição da fauna do Cerrado entre as duas reservas.

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Sete Reservas

Criada pela Lei Distrital n° 742 de 1994, a Reserva da Biosfera do Cerrado trata do bioma existente em regiões do Distrito Federal, de Goiás, de Tocantins, do Maranhão e do Piauí. Ao todo são cerca de 300 mil quilômetros quadrados de área verde. Ao todo são sete Reservas da Biosfera no país: Mata Atlântica, Cinturão Verde de São Paulo, Cerrado, Pantanal, Caatinga, Amazônia Central e Serra do Espinhaço.

“Com o comitê, estamos nos aliando às sete Reservas da Biosfera que já existem no Brasil e às outras 669 espalhadas em 120 países, sendo 20 delas transfronteiriças (que ultrapassam os limites das fronteiras de um país)”, explica o secretário de Meio Ambiente, Sarney Filho.

 Ecossistemas

O comitê, amplamente participativo, irá atuar também na mediação de conflitos relacionados ao uso e à ocupação das áreas de cerrado – além de tratar de assuntos ligados à conservação da biodiversidade do bioma. Cada Reserva da Biosfera é uma coleção representativa dos ecossistemas característicos da região onde se estabelece.

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A integração do GDF, da sociedade civil e de instituições de ensino vai possibilitar o desenvolvimento de programas de pesquisas relacionadas o bioma do Cerrado, mobilizando as universidades e trabalhando a consciência de conservação junto à população próxima às áreas de conservação.

“Ao invés de o governo trabalhar sozinho, o GDF vai trabalhar em colegiado, o que demonstra a sua preocupação em unir várias instituições batalhando pelas mesmas causas”, avalia o assessor  da Secretaria Executiva da Secretaria do Meio Ambiente, Leonel Graça Generoso.

Fonte: Governo DF

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