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Mais duas cidades vão transformar pistas em ruas de lazer

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DF-480, rodovia de ligação ao Gama, deve seguir os passos da W3 Sul e abrir espaço ao lazer | Foto: Acácio Pinheiro / Agência Brasília

Na esteira do Eixão, da W3 Sul e do Paranoá, mais duas cidades planejam transformar suas vias principais em verdadeiras praças de diversão e atividade física ao ar livre, onde as máquinas são presença predominante durante a semana. Já se encontram na Secretária de Esporte e Lazer os pedidos para que Gama e Itapoã adotem o projeto da Rua de Lazer, ambas as propostas levadas ao exame da secretária Celina Leão. Com parecer favorável, as medidas seguem agora para a análise do gabinete do governador Ibaneis Rocha.

“Depois da W3 Sul, todas as cidades passaram a querer ter sua própria rua do lazer”Celina Leão, secretária de Esporte e Lazer

Em seu parecer favorável, Celina Leão apoia não só criação das duas ruas recreativas como encaminha ofícios ao governador Ibaneis pedindo que um decreto autorizativo seja editado. Ela diz acreditar que a medida é a melhor forma de democratizar o esporte e a diversão em mais espaços públicos, realidade antes restrita ao Eixão do Lazer.

“Depois da W3 Sul, todas as cidades passaram a querer ter sua própria rua do lazer. A ideia nossa é que, até o final do governo, todas tenham a sua”, vislumbra Celina.

A ideia de abrir espaço para a prática de esporte e lazer em área de trânsito de veículos, aliás, foi justamente de Ibaneis. O pontapé inicial foi a W3 Sul. A intenção era revitalizar a região e resgatar a história da principal avenida comercial de Brasília nas décadas de 1970 e 1980. Assim, sempre aos domingos e feriados, das 6h às 17h, a pista é fechada para o trânsito de carros. O resultado é a multiplicação de pedestres, skatistas, patinadores, ciclistas e demais visitantes no local.

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DF-480, com mais de 4 quilômetros de extensão, candidata a se transformar em rua do lazer | Foto: Acácio Pinheiro / Agência Brasília

“Domingo da Gente”

Deu certo na W3. Tanto que o exemplo logo foi copiado pelo Paranoá. O local escolhido também é muito movimentado. Uma das mais acessadas da cidade, a avenida que liga a cidade ao programa habitacional Paranoá Parque (com extensão de 1,1 quilômetro) também passou a fechar aos domingos e feriados, das 7h às 17h, para que a população possa fazer caminhadas, corridas ou andar de bicicleta. É quando ela deixa de ser uma via normal e passa a se chamar “Domingo da Gente”.

No exemplo do Gama, a tarefa é igualmente desafiadora dado o histórico de alto fluxo de veículos na região. Assim como as demais, a pista que sofre mudança de destinação é nada menos que a principal saída da cidade para quem vai ao Plano Piloto.

Situada entre a entrada do Gama e o antigo balão do Periquito, a DF-480 pode se transformar na mais nova rua do lazer. São mais de 4 quilômetros de extensão. A estrada fica ao lado da pista de caminhada. Sempre que fechar aos domingos e feriados, o trânsito na DF-480, sentido Plano Piloto, será desviado para a pista marginal, que passa ao lado dos condomínios.

Avenida Brasil, no Itapoã, também deve ser transformada em rua recreativa | Foto: Paulo H. Carvalho / Agência Brasília

Entusiasta da iniciativa do governador Ibaneis, a administradora do Gama, Joseane Feitosa, explicou que a escolha da pista foi justamente porque ela é paralela à pista de caminhada. “É natural que as pessoas se encaminhem para lá, pois o calçadão é o local de prática de esporte hoje. Então, é muito bom para a comunidade”, elogiou.

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Mesmo nem tendo saído do papel ainda, a proposta já encanta aos moradores da cidade. “Uma boa ideia. Costumo fazer caminhada aqui no calçadão. Vai ser uma boa alternativa, pois não vamos ficar com medo dos ciclistas, que dividem a pista com a gente”, comemorou a autônoma Naiane Larisse Fernandes, 33.

A proposta também foi elogiada pelo policial militar Klênio Lopes Medeiros, 31, morador do Setor Central. “Vai ser ótimo transformar uma pista em área de lazer para a comunidade. Vai trazer as famílias para cá”, aposta Klênio, que integra um grupo de corredores amadores chamado Kaymbras do Cerrado.

Presente do GDF

Vizinho ao Paranoá, o Itapoã também deu sinal verde para o esporte e decidiu que irá transformar a chamada Avenida Brasil na mais nova rua recreativa. Com aproximadamente 460 metros lineares de extensão, dois dois lados, ela fica entre o Fórum e a Quadra 203.

“A ideia de fazer a rua do lazer na Avenida Brasil é porque o lugar foi transformado do dia para a noite neste governo. Era uma região abandonada e feia. Hoje, tem pavimentação e estrutura”, comemorou o administrador Marcus Vinícius Cotrim.

Para o morador do Conjunto 81 Marcelo Santos, 50, a inauguração do espaço vai ser um “presente” para a criançada, que hoje corre risco diário ao passar de bicicleta na avenida e seu fluxo intenso de carros. “Vai ser muito bem-vinda [a rua]. A criançada agradece. Quero agradecer também o governador Ibaneis por essa iniciativa”, destacou.

Fonte: Governo DF

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Museu Vivo da Memória Candanga expõe arte e história em suas redes sociais

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Foto: Lúcio Bernardo Jr. | Agência BrasíliaA exposição permanente “Poeira, Lona e Concreto” é parada obrigatória para quem visita Brasília. Espécie de menina dos olhos do Museu Vivo da Memória Candanga (MVCV), espaço cultural da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec), a mostra pode agora ser vista por pessoas de qualquer parte da mundo.

Ao lado de “Casa de Madeira de Seu Pedro”, ganha, simultaneamente, as redes sociais da instituição (Instagram e Facebook).

Na série intitulada “Museu Vivo em Casa”, o acervo de edificações históricas, peças, objetos e fotos da época são revelados em detalhes, além de permitir que o internauta aprecie os jardins, as alamedas, as galerias do Museu Vivo da Memória Candanga, um dos espaços mais antigos do Distrito Federal.

A gerente do Museu Vivo, Eliane Falcão, destaca que, diante da pandemia, foi preciso articular meios alternativos para continuar difundindo um trabalho que preserva viva a história da cidade. “Vamos promover nas redes todas as memórias e particularidades do momento em Brasília nasceu”, celebrou.

“Poeira, Lona e Concreto” é composta de diferentes ambientações, que inclui fotografias, textos, móveis e objetos do início de Brasília. A mostra reúne de documentos importantes da “Missão Cruls” até projetos de Lucio Costa e de Oscar Niemeyer, além de acomodações dos pioneiros. Há ainda detalhes da vida de inúmeras famílias, fazendo com que a representação sociocultural se materialize para cada visitante.

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Eliane Falcão considera importante que todo esse conhecimento seja disponibilizado de modo virtual. “A história dos candangos é retratada nessas exposições permanentes no Museu Vivo. São as principais vocações desse espaço cultural, pois demonstram a sensação de sonho realizado ao se estabelecerem na Capital Federal”.

“O Cerrado de Pau de Pedro” homenageia o acervo do artista popular radicado no DF, Pedro de Oliveira Barros, mais conhecido como seu Pedro, morto em 2005. A identificação do artista com a terra e a natureza fez com que ele procurasse nelas o seu  sustento. Pedaços de paus retorcidos, queimados e desprezados no cerrado viravam arte nas mãos do mestre Pedro, que lhes dava cores e formas, reinventando o meio natural.

Pelas mãos de seu Pedro, a história do início do Distrito Federal é contada pela riqueza de sua fauna e flora. As esculturas de “Cerrado de Pau de Pedro” retratam a diversidade da região escolhida para sediar a nova capital. Reinventando a natureza, mestre Pedro transmitiu em sua forma de fazer arte esculpindo, aves, índios e animais nativos seu amor pela beleza do cerrado.

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O escultor não tinha ideia de quantas peças produziu, nem de quantas exposições realizou, mas seu trabalho foi conhecido além das fronteiras da capital, em diversas cidades do Brasil e do mundo, como Alemanha, Dinamarca, Espanha, França, Portugal, Noruega, entre outros países.

Secretaria de Cultura ocupa as redes

Outros equipamentos culturais da Secec também apostam nas redes sociais para trazer conteúdos, aproximar o público e trazer cultura e lazer para a comunidade durante o isolamento. Museu do Catetinho, Complexo Cultural Três Poderes, Biblioteca Nacional de Brasília e os Complexos Culturais de Planaltina e Samambaia, por exemplo, usam a Internet como ferramenta para contar a história e curiosidades sobre os espaços.

*Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa  

Fonte: Governo DF

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