DISTRITO FEDERAL

Mais dignidade no trabalho das mulheres do campo

Publicados

em


Foto: Divulgação/Emater-DF
As trabalhadoras rurais representaram, em 2020, 36% dos 12.918 beneficiários atendidos pela Emater. Foram quase 4.800 mulheres | Foto: Divulgação/Emater-DF

Reafirmar o compromisso do Governo do Distrito Federal (GDF) com a mulher no campo e assegurar que ela possa ter dignidade em seu trabalho e acesso a garantias básicas. Com esse propósito, foi sancionada pelo governador Ibaneis Rocha, nesta semana, a Lei 6.812/21, que trata da plenitude emocional da mulher da área rural.

Segundo o texto, a plenitude, para ser alcançada, envolve o respeito ao trabalho dessas cidadãs, a capacidade produtiva, as potencialidades mentais e físicas, o ofício profissional e familiar como produtora rural, entre outros pontos.

Elas dividem uma série de responsabilidades e, muitas vezes, se veem em conflito, como lembra a coordenadora do Projeto de Valorização das Mulheres Rurais da Emater, Selma Tavares. “As mulheres rurais respondem por parte da produção agrícola mas, ao mesmo tempo, têm seus afazeres domésticos e muitas são chefes de família. Precisam ser olhadas com toda a atenção”, diz Selma.

Pastas como a Secretaria da Mulher e a Emater-DF têm se empenhado nesse papel em busca da referida plenitude. “A mulher rural é uma prioridade para o governo. Temos programadas ações em parceria com a Secretaria de Saúde, oficinas de capacitação e de geração de renda, além do Fórum da Mulher do Campo e do Cerrado, um espaço para ouvir suas demandas”, destaca a secretária da Mulher, Ericka Filippelli. “A lei vem para chamar a atenção do cuidado que deve ser aprimorado com esse público”, acredita.

A Secretaria da Mulher criou, na atual gestão, a Diretoria de Mulheres Rurais e oferece atendimento às vítimas de violência em seus equipamentos (Ceams e Casa Abrigo, entre outros). Além disso, tem programas direcionados a elas como o Oportunidade Mulher Rural.

A Secretaria da Mulher criou, na atual gestão, a Diretoria de Mulheres Rurais e oferece atendimento às vítimas de violência em seus equipamentos (Ceams e Casa Abrigo, entre outros). Além disso, tem programas direcionados a elas como o Oportunidade Mulher Rural.

Leia Também:  Brazlândia amplia rede de drenagem pluvial e pavimentação

A Emater também se faz presente na vida da trabalhadora rural. Elas representaram, em 2020, 36% dos 12.918 beneficiários atendidos pelo órgão. Foram quase 4.800 mulheres contempladas nas ações de assistência técnica e extensão. Oficinas que levam até elas novas tecnologias agrícolas e agroindustriais e capacitações para inclusão nos trabalhos de manutenção de equipamentos agrícolas. Aulas de como operar um trator, por exemplo. Uma atividade essencialmente tocada  por homens.

Protagonismo no campo

Todavia, ainda existe um caminho a percorrer. Selma Tavares revela que no último Encontro de Mulheres da Agricultura Familiar, promovido pela empresa em 2018, a pauta de reivindicações foi extensa: ações voltadas para a saúde, planejamento familiar, auxílio na gravidez, ações preventivas sobre violência contra a mulher, crédito e fomento, entre outras.

“O que mais querem é buscar o protagonismo delas no campo. Geralmente, a mulher do campo tem um papel de ajudante. E a nossa luta é para mudar isso”, afirma a coordenadora. A cada dois anos, o encontro é realizado no DF.

Leia Também:  Vigilância Sanitária faz inspeções em motéis do Distrito Federal

Creches rurais

O cuidado para com os filhos na hora do trabalho é outro pleito antigo, mas que logo vai sair do papel. As primeiras duas creches na zona rural do DF estão em fase de implantação. Estabelecimentos que vão atender crianças até três anos serão erguidos nos núcleos rurais do Pipiripau, em Planaltina, e do Jardim, no PAD-DF. Os projetos estão sendo finalizados, para, em seguida, vir o processo licitatório.

“Não restam dúvidas que precisamos promover a mulher do campo.  Para que ela siga produzindo, viva com dignidade e tenha mais acesso às políticas públicas”, afirma a subsecretária de Promoção das Mulheres, Fernanda Falcomer.

Fonte: Governo DF

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

DISTRITO FEDERAL

Ceilândia: mais de quinhentos idosos imunizados na Praça dos Direitos

Publicados

em


Dona Clemência Maria de Sá, 77 anos, disse que é muito bom se sentir segura | Foto: Jhonatan Vieira/Sejus-DF

A vacinação contra a Covid-19 na QNN 13, na Praça dos Direitos, em Ceilândia, permitiu que 513 idosos a partir de 76 anos fossem imunizados nesta sexta-feira (26). A imunização ocorreu das 9h às 17h e fez parte da ação “Sua Vida Vale Muito Itinerante”, da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus), em parceria com a Secretaria de Saúde.

A gente vive confinado em casa, eu moro sozinho, a vacina é uma liberdade. Posso voltar a fazer minhas atividades. É como se eu estivesse livre agoraJoão de Lima, 77 anos

A atividade contou com o apoio de voluntários das áreas de enfermagem e medicina, cadastrados no site do voluntariado, além de servidores da Sejus. A Caesb, parceira na atividade, disponibilizou copos d’água para todos. A ação é um reforço ao sistema e permite a aceleração da fila de espera. Na ocasião, servidores da Secretaria de Justiça distribuíram máscaras de proteção para quem precisou.

A Secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, enfatizou a importância do momento para a população idosa de Brasília. “Estamos unidos nesta luta no combate à pandemia para proteger a população prioritária. A Sejus não mede esforços para trabalhar por quem tanto já fez por nós. Fazemos políticas públicas na prática e a ação Sua Vida Vale Muito, reforça constantemente os nossos objetivos, levando para mais perto do cidadão a garantia de seus direitos”, destacou.

Leia Também:  Sasc implanta sistema que avalia trabalho dos Conselhos Tutelares do Piauí

Consciente de sua responsabilidade como cidadã, Dona Clemência Maria de Sá, 77 anos, disse que é muito bom se sentir segura. ” É uma proteção não só para gente idosa, mas para todo mundo, porque agora estou vacinada e não transmito a doença para ninguém”.

Quem também esbanjou alegria foi o senhor João de Lima, de 77 anos. Há um ano que não sai de casa, ele que mora só, fala como se sentiu. ” A gente vive confinado em casa, eu moro sozinho, a vacina é uma liberdade. Posso voltar a fazer minhas atividades. É como se eu estivesse livre agora”, comemorou.

A estrutura escolhida para a imunização também colaborou com a logística e agilidade na aplicação das doses da vacina. A quadra coberta trouxe sensação de segurança; o conforto das cadeiras com distanciamento e a limpeza com álcool, as rampas de acesso permitindo a passagem das cadeiras de rodas, a limpeza das mãos a todo momento com álcool em gel em todos que chegaram, tudo isso garantiu mais tranquilidade para quem passou pelo local. Os protocolos de enfrentamento à Covid-19 também foram rigorosamente respeitados.

Leia Também:  PMA de Campo Grande recolhe arara, maracanã e periquito feridos por linha de cerol

*Com informações da Sejus

Fonte: Governo DF

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA