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Grafite conquista as ruas do DF

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Na luta contra o vandalismo, GDF combina a arte dos grafites com as rondas de segurança | Foto: Lúcio Bernardo Jr. / Agência Brasília

A Agência Brasília inicia, nesta quarta-feira (16), uma série de reportagens sobre as ações do Governo do Distrito Federal para cuidar da capital, valorizar a arte urbana e, ao mesmo tempo, impedir atos de vandalismo como pichações. Nesta primeira matéria, saiba sobre como foram feitos os investimentos do Executivo local, entre 2019 e 2020, para transformar os espaços públicos.

Mais de 100 artistasserão selecionados para intervenções em pontos históricos do DF

A arte do grafite se tornou uma aliada do governo para embelezar a cidade e evitar pichações em monumentos, prédios e fachadas da capital. Entre 2019 e 2020 foram investidos R$ 277,5 mil para que grafiteiros façam suas pinturas em espaços públicos da cidade.

Do total investido, R$ 195 mil serão destinados à arte urbana da nova Galeria dos Estados, recentemente reinaugurada após obra de reconstrução decorrente da queda de um viaduto. Nas próximas semanas, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) vai lançar um edital para que mais de 100 artistas façam intervenções urbanas em um local histórico de Brasília.

“Há grandes grafiteiros no DF, inclusive internacionais. É uma forma valorizá-los, de ocupar espaços públicos na capital e democratizar o acesso à arte e a cultura”Bartolomeu Rodrigues, secretário de Cultura e Economia Criativa

Em novembro do ano passado, 60 artistas da capital e Entorno foram selecionados para pintar o Beco do Rato, localizado no Setor Comercial Sul (SCS). A secretaria desembolsou R$ 90 mil para pagar o cachê dos grafiteiros. Durante dois dias, cada participante fez uma intervenção artística de tema livre com até 10 metros quadrados. A programação ainda contou com debates, painéis e apresentações de música e de dança.

A pasta também vai financiar um projeto de grafite em Planaltina. O resultado preliminar da etapa de admissibilidade foi divulgado nesta semana.

Administração do Plano Piloto cederá tintas para grafiteiros selecionados | Foto: Lúcio Bernardo Jr. / Agência Brasília

Quinze artistas vão grafitar, entre 1º e 4 de outubro, na parede externa do complexo cultural da cidade, localizado em frente à Avenida Uberdan Cardoso. Ao custo de R$ 22,5 mil, cada selecionado fará sua manifestação artística em uma área de até 18,4 metros quadrados e 8 metros de altura por 2,3 metros de largura.

Valorização, democratização, conscientização

O secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues, explica que o objetivo dos chamamentos públicos também é expor o trabalho dos grafiteiros, prestigiar a cultura urbana, proporcionar intercâmbio artístico-cultural e incentivar o empreendedorismo na cidade. “Há grandes grafiteiros no DF, inclusive internacionais. É uma forma de valorizá-los, de ocupar espaços públicos na capital e democratizar o acesso à arte e à cultura”, ressalta.

Segundo o titular da pasta, os interessados deverão apresentar temas de acordo com as regras do certame. A previsão é de que a grafitagem pelos oito vãos e 16 paredes da Galeria dos Estados comece no próximo mês. Serão cinco dias no total – às sextas, sábados e domingos, das 10h às 18h. Em respeito ao protocolo de segurança no combate ao coronavírus, um revezamento de distanciamento será feito entre os artistas, para evitar aglomerações.

A Administração Regional do Plano Piloto descentralizou recursos para contribuir com a ação do GDF. O órgão cederá as tintas que serão usadas pelos artistas. A administradora do Plano, llka Teodoro, reforça a importância de conscientizar a população no combate ao vandalismo.

“Como gestores públicos temos que estar abertos ao diálogo e ouvi-los, pois a pichação tem um viés de reivindicação. Os artistas clamavam por um espaço para que pudessem manifestar sua arte e há um respeito entre eles. Ou seja, onde há grafite dificilmente haverá pichações”, salienta.

O que a população pensa das pichações

Josino Evangelista, 65 anos, barbeiro
“Sou revoltado com pichações. Não tem sentido, pois é o nosso dinheiro é investido na pintura dos espaços públicos. O governo acaba de reformar e eles [pichadores] vandalizam.”

Edmilton Miranda, 56 anos, chaveiro
“Se os grafiteiros não fizerem sua arte aqui, os pichadores vão tomar conta. Acredito que é preciso ter uma penalidade maior para eles, pois é um desrespeito total com as pessoas e a cidade.”

Márcia Alves, 50 anos, comerciante
“Para evitar pichações, eu acho a ideia do grafite excelente. É uma arte muito bonita. Além de ter lojas aqui, também é uma passagem para os pedestres, então o ambiente fica mais colorido.”

Abner de Almeida, 28 anos, estudante
“Diferentemente da pichação, o grafite é uma arte que valoriza e torna o ambiente mais agradável. O governo acabou de pintar as estruturas e já há pichações.”

Antônio de Carvalho, 52 anos, vigilante
“Aqui melhorou muito. Mas, se não for grafitado, os pichadores continuarão vandalizando os espaços. É um absurdo o que eles fazem com os espaços públicos.”

 

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* Confira na reportagem desta quarta-feira (16) o que as administrações regionais têm feito para estimular o grafite nas cidades.

Fonte: Governo DF

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Público de baixa renda predomina no Hospital Veterinário

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Hospital contempla todos os perfis, mas maioria dos donos de pets atendidos é de classes menos favorecidas | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

A maior parte dos tutores de animais atendidos pelo Hospital Veterinário Público (Hvep) tem renda familiar de no máximo R$ 3 mil. Esse dado, levantado por meio de pesquisa do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), revela a efetividade das políticas públicas do GDF voltadas às camadas da população menos favorecidas economicamente.

Apresentados pelo Instituto Brasília Ambiental (Ibram), os dados dessa pesquisa refletem o resultado de sondagem inédita realizada entre 197 frequentadores do Hvep, entrevistados pela equipe de gestão e monitoramento da unidade hospitalar.

Os resultados

O levantamento revela que 72% dos tutores possuem renda familiar até R$ 3 mil; 22% têm renda entre R$ 3 mil e R$ 5 mil e apenas 6,5% registram rendimentos acima de R$ 5 mil.

 “Essa pesquisa expôs, em números, o perfil dos atendidos no hospital, que tem por objetivo democratizar o acesso à saúde veterinária, principalmente àqueles que não possuem condições de arcar com os gastos veterinários, e essa sondagem evidenciou que o propósito do estabelecimento está sendo atingido”, avalia a diretora técnica do Hvep, Mayara Cauper.

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Confira, no gráfico abaixo, os dados referentes à renda familiar dos tutores que utilizam os serviços do hospital.

Arte: Divulgação/Ibram
Fonte: Governo DF

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