CEARÁ

Pefoce e ONG auxiliam grávida em situação de vulnerabilidade social a encontrar a mãe

Publicados

em


Um reencontro muito esperado aconteceu entre mãe e filha após anos de afastamento entre as duas. O resgate do laço e do contato entre a filha, que está gestante, de aproximadamente dois meses, e a sua mãe, ocorreu na última semana, possibilitado pela parceria entre a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), por meio das equipes do Laboratório de Identificação de Desconhecidos (LID) e o Centro Humanitário de Amparo à Maternidade (Chama), uma organização não governamental (ONG) que ampara mulheres gestantes e em situação de vulnerabilidade social.

O LID, pertencente à Coordenadoria de Identificação Humana e Perícias Biométricas (CIHPB) da Pefoce, teve uma importante participação no reencontro de Genaina Marques (32), e sua mãe, dona Rosa, que estavam há anos sem se ver. A equipe da Pefoce foi acionada, na semana passada, para tentar realizar a identificação papiloscópica (por meio das impressões digitais) da mulher, que estava no abrigo da ONG Chama. Genaina foi acolhida no abrigo após passar mal e ser atendida em um hospital, momento em que descobriu que o mal-estar se tratava de uma gravidez.

De acordo com Humberto Quezado, da equipe do LID, a Pefoce recebeu um ofício do abrigo pedindo ajuda para tentar identificar a mulher que, até então, não tinha certeza do próprio nome. O objetivo era localizar algum parente e emitir novos documentos para que ela voltasse a exercer a sua cidadania e ter acesso a serviços e assistência para ela e o bebê que está à caminho, bem como acompanhamento do Centro de Apoio Psicossocial (Caps).

Papiloscopia

Foram realizadas as coletas das impressões digitais de Genaina, que foram trazidas para a Pefoce e analisadas no banco de dados existente no sistema AFIS (Automated Fingerprint Identification System). A partir das digitais da mulher, o programa localizou um documento de identidade de Genaina Marques, emitido pela CIHPB, no ano de 2004, o que possibilitou o acesso a dados importantes dela.

Segundo a assistente social e coordenadora do Chama, Larissa Barros, Genaina acreditava se chamar “Janaina” e não sabia dizer o nome completo ou a data de nascimento. Ao chegar ao abrigo, a mulher também não informou nenhum endereço de residência, pois vivia há muitos anos em situação de rua e tinha perdido alguns vínculos familiares, entre eles, o contato com a mãe. Até que o serviço social do Hospital Distrital Gonzaga Mota, situado no bairro Barra do Ceará, que atendeu Genaina, sugeriu que a ONG buscasse o apoio da Pefoce.

Leia Também:  Isolamento social: consumo de água no DF cai 0,3% 

Conforme Humberto Quezado, o caso foi tratado com máxima prioridade pela equipe do LID devido à situação gestacional da mulher e dos atendimentos necessários a ela e ao bebê. “Nesse caso, além de conseguir as informações biográficas dela – nome completo, filiação, um endereço – nós pegamos, principalmente, as informações do documento de origem dela. Com os dados da certidão de nascimento e o nome do cartório, é possível que ela tire a segunda via dos documentos pessoais e faça o Cadastro Único para tirar o cartão do Sistema Único de Saúde (SUS) e fazer o pré-natal“, explica.

Resgate Social

Ainda de acordo com o servidor da Pefoce, é muito gratificante quando eles conseguem identificar uma pessoa e dar para ela uma oportunidade de retomar a vida. “É justamente esse o nosso propósito no LID, tentar, na medida do possível, identificar essas pessoas que estão sem a identidade formal, podendo ser alguém hospitalizado ou uma moça como essa que não tinha acesso ao SUS por não lembrar quem ela era, por não ter a total certeza de quem ela era. E nisso a gente pode ajudar através da Pefoce com o LID”, conclui.

Antes de conseguir a real identidade de Genaina com a ajuda do LID, a ONG tinha realizado algumas tentativas em locais nos quais a mulher chegou a mencionar. A equipe multidisciplinar do Chama tentou localizar cópias de documento em alguns equipamentos em que Genaina chegou a ser atendida, mas sem êxito. “A nossa esperança foi renovada com a Pefoce que, de pronto, nos atendeu, e, através do exame da papiloscopia, a gente conseguiu, realmente, descobrir quem de fato era ela, pois nem do próprio nome ela tinha certeza. Foi uma das cenas mais importantes que eu vi, uma pessoa dizer: ‘agora eu sei quem eu sou’, resgatar a identidade social de uma mulher também é o nosso objetivo”, conta a assistente social da Chama, Larissa Barros.

Leia Também:  Governo do Ceará disponibiliza serviços de testagem para Covid-19 exclusivos para profissionais da Seduc, a partir de segunda-feira (31)

AFIS

A pesquisa no AFIS (Automated Fingerprint Identification System) localizou um perfil com o mesmo padrão das impressões digitais coletadas da mulher acolhida no abrigo. O sistema encontrou um documento de identidade emitido pela CIHPB que Genaina solicitou no ano de 2004. “Com os dados dela de 2004, a gente conseguiu o nome completo, nome do pai, nome da mãe e o endereço que ela tinha informado na época. Para uma investigação, qualquer endereço encontrado é muito útil, então pegamos todas essas informações biográficas e o documento de origem e repassamos para que a ONG realizasse o trabalho”, explicou Humberto Quezado.

LID

O Laboratório de Identificação de Desconhecidos (LID) faz parte da Coordenadoria de Identificação Humana e Perícias Biométricas (CIHPB) da Pefoce. As equipes do LID buscam identificar pessoas que dão entrada em hospitais e abrigos sem documentação. A identificação dessas pessoas ocorre por meio da análise papiloscópica (impressões digitais). A pessoa que se busca identificar tem as impressões digitais coletadas e estas são analisadas com apoio da base de dados existentes no AFIS (Automated Fingerprint Identification System). O atendimento do LID pode ser solicitado por hospitais públicos e abrigos através de ofício.

Chama

O Chama é uma instituição que acolhe e ampara gestantes no Ceará em situação de vulnerabilidade social: situação de rua, precariedade financeira, dependência química, transtorno psiquiátrico, conflito familiar/comunitário, vítima de violência doméstica (psicológica, patrimonial, física, sexual), manutenção da gestação em sigilo e atuam na entrega à adoção legalizada. Além de toda a assistência básica, vestuário, produtos de higiene, enxoval do bebê e alimentação nutricional, a gestante também tem consultas, exames, medicamentos, acompanhamentos psicossociais e assistência jurídica. Todos os serviços são oferecidos de forma gratuita.

Fonte: Governo CE

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

CEARÁ

SAP conquista o Selo Resgata por oportunizar trabalho para mais de 200 egressos

Publicados

em


O empenho na ressocialização de internos e egressos da Secretaria da Administração Penitenciária é reconhecida pela conquista do Selo Nacional de Responsabilidade Social pelo Trabalho no Sistema Prisional (Resgata) por intermédio do Departamento Penitenciário Nacional. Realizado pela Coordenadoria de Inclusão Social do Preso e do Egresso (Cispe), a SAP oportuniza o trabalho para mais de 200 egressos do sistema penitenciário do Ceará.

A coordenadora da Cispe, Cristiane Gadelha fala da importância desse reconhecimento para a Pasta. “Pessoas em regime aberto e semiaberto e monitorados eletronicamente procuram a Cispe para cadastro e encaminhamento e nós ofertamos essa primeira oportunidade como um estágio para acompanharmos nesse novo formato de emprego. Posteriormente encaminhamos para empresas que tem contrato com o Governo do Estado por meio de lei de reservas de vagas para egressos. É uma ação muito importante que vem demonstrado resultado. Ficamos muito felizes com esse reconhecimento do Ministério da Justiça”, afirma.

“É necessário ter uma atenção especial quando saímos do cárcere”. Essa afirmativa foi feita pelo egresso Aureliano Oliveira, um dos beneficiados com os projetos da CISPE. Hoje ele trabalha na Coordenadoria como auxiliar administrativo e monitor do Projeto Livro Aberto. Gerencia o Núcleo do Projeto desde 2018. Ele fala sobre a importância do incentivo da SAP para retornar ao mercado de trabalho. “A Cispe nesse processo é fundamental. Encontrei apoio para desempenhar minhas aptidões profissionais, compreensão com a minha vida acadêmica, pois sou acadêmico do 7° semestre do curso de Direito e acima de tudo encontrei o caminho para trilhar maiores perspectivas de inserção no mercado de trabalho. Nossa vida sempre será feita de altos e baixos e temos que está preparados para as experiências da vida.”, relata.

Leia Também:  Isolamento social: consumo de água no DF cai 0,3% 

A Cispe oferta cursos de acordo com o perfil das empresas que ofertam vagas para os egressos. Destaca-se também a parceria da SAP com a Secretaria do Desenvolvimento Econômico e do Trabalho (Sedet) e o Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT). Com a parceria é possível realizar uma série de cadastramentos e palestras com o objetivo de preparar o egresso para ingressar no mercado de trabalho. Qualificação, postura e foco são algumas das dicas passadas pelos profissionais do Sine/IDT.

 

Fonte: Governo CE

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA