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Com início do período chuvoso, HRN imuniza mais de 100 crianças contra doenças respiratórias graves

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A expectativa é de que mais de 100 crianças da Região Norte sejam imunizadas no ciclo que teve início neste mês de fevereiro e segue até junho

Com o início da quadra chuvosa no Ceará (fevereiro-maio), aumenta a probabilidade de as crianças com doenças crônicas adquirirem infecções respiratórias graves. O Hospital Regional Norte (HRN), da Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (Sesa) e administrado pelo Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH), imuniza os pequenos contra o vírus sincicial respiratório (VSR), que pode causar desde resfriados simples até enfermidades mais graves, como pneumonias e bronquiolites (inflamações nos brônquios).

A vacinação é feita a partir da aplicação do anticorpo Palivizumabe. A expectativa é de que mais de 100 crianças da Região Norte sejam imunizadas no ciclo que teve início neste mês de fevereiro e segue até junho. Para evitar aglomerações, as primeiras doses do medicamento foram administradas na quarta-feira, 10, e na quinta-feira, 11, em horários previamente agendados. Também foram imunizadas as crianças internadas na Neonatologia da unidade.

Este é o terceiro ano desde que o HRN tornou-se unidade de fornecimento do Palivizumabe na Região Norte, medicamento indicado para aumentar a proteção de crianças com doenças crônicas contra a infecção grave associada ao VSR. O hospital é o primeiro do Sistema Único de Saúde (SUS) no interior do Ceará a contar com a medicação.

Bebês prematuros nascidos com menos de 29 semanas e menores de um ano de idade ou crianças de até dois anos com doença pulmonar crônica ou doença cardíaca congênita com repercussão hemodinâmica são mais propensos a contrair o VSR e devem ser imunizados. A indicação do medicamento deve ser feita pelo médico que acompanha cada criança.

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Este é o terceiro ano desde que o HRN tornou-se unidade de fornecimento do Palivizumabe na Região Norte

O principal objetivo da aplicação da medicação é reduzir a probabilidade de crianças adquirirem enfermidades respiratórias. “A imunização diminui o risco de reinternações por doenças respiratórias como bronquiolites entre as crianças com indicação do uso de Palivizumabe”, explica a enfermeira da Neonatologia do HRN, Lane Mara Sousa Pinheiro.

Maria Eloísa, de 1 ano e seis meses, é cardiopata congênita e já precisou passar por um procedimento cirúrgico. Por isso, recebeu indicação médica de tomar Palivizumabe. A mãe da criança, a dona de casa Elenilda de Lima da Silva, de 18 anos, lembra que a menina, além deste ano, também tomou a medicação no ano passado. “Minha filha raramente gripa e, quando adoece, fica boa logo”, garante.

Nascido prematuro de 29 semanas na maternidade do HRN, Charles, de 1 mês e 15 dias, recebeu a primeira dose do medicamento. A mãe da criança, a comerciante Renata Belchior Lúcio, de 24, sabe da importância da imunização para o filho. “O medicamento vai prevenir que o meu filho tenha doenças respiratórias graves, já que ele é prematuro e tem um pulmão mais frágil”, ressalta.

Internada na unidade de cuidado intermediário convencional (UCINCo) da Neonatologia do HRN, Ana Vitória nasceu prematura de 29 semanas. A criança recebeu a dose de Palivizumabe no leito. A mãe da pequena, a coordenadora pedagógica Jossiane Luciano da Silva, sabe que a imunização é importante para a saúde da filha. “Estamos há três meses aqui lutando e sei que está mais próximo de levar minha filha para casa”.

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Prevenção

A infecção por VSR pode afetar os pulmões e os brônquios. Na maior parte dos casos, o vírus é responsável pelo aparecimento de bronquiolite aguda (inflamação dos bronquíolos) e pneumonia, especialmente em bebês prematuros no primeiro ano de vida.

HRN imuniza crianças contra o vírus sincicial respiratório (VSR), que pode causar desde resfriados simples até enfermidades mais graves, como pneumonias e bronquiolites

Cuidados básicos com a higiene, manter a amamentação e ficar longe de fumaça de cigarro, além de evitar locais fechados e contato com pessoas gripadas, são importantes para prevenir infecções respiratórias em crianças. Em prematuros com doença pulmonar crônica ou cardíaca congênita, o vírus sincicial respiratório pode tornar os casos mais graves. Algumas dessas crianças necessitam de hospitalização e, em casos mais graves, de cuidados intensivos.

Documentação necessária

Os pais ou responsáveis pelas crianças com indicação de Palivizumabe receberão o encaminhamento do médico e serão orientados pelas secretarias de saúde municipais sobre o acesso ao serviço no Hospital Regional Norte.

A documentação necessária que deve ser apresentada mensalmente na recepção do Hospital é o cartão do Sistema Única de Saúde (cópia), comprovante de residência (cópia), certidão de nascimento (cópia), CPF e RG da mãe (cópias), relatório de alta (2 cópias), relatório médico (2 cópias), receita médica do Palivizumabe (2 cópias) e solicitação do Palivizumabe (2 cópias).

Serviço

Neonatologia do HRN: (88) 3677-9300

Fonte: Governo CE

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Ceará consegue autorização para isentar ICMS do capacete Elmo; vacinas também terão imposto zerado

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Após articulação da Secretaria da Fazenda, o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) aprovou, por unanimidade, com abrangência em todo o território brasileiro, proposta do Governo do Ceará para isentar de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) o capacete de respiração assistida Elmo. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (26/02) durante reunião extraordinária virtual do Conselho, que reúne secretários da Fazenda dos estados e do Distrito Federal.

A deliberação do colegiado compreende todas as operações de aquisição interna (dentro do próprio estado) e interestadual, incluindo o transporte do produto e suas peças. A medida é válida para todas as unidades da Federação. Também foi aprovado o Convênio 32/21, que isenta de ICMS as vacinas e os insumos destinados à fabricação do imunizante contra a Covid-19, bem como as prestações de serviço de transporte desses itens.

Sobre o Elmo

O capacete de respiração assistida Elmo, desenvolvido no Ceará, é produzido e comercializado pela iniciativa privada, conforme aval da Anvisa concedido em outubro de 2020. Criado por meio de força-tarefa público-privada entre Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP), Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), Universidade de Fortaleza (Unifor), Universidade Federal do Ceará (UFC), Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai/Ceará), o equipamento é distribuído pela Sesa a partir da solicitação de gestores das unidades da rede pública de saúde de todo o Ceará.

Fonte: Governo CE

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