CÂMARA DE SÃO PAULO

Homenageando à cultura cigana, Câmara entrega Medalha Anchieta a Rodrigo Valenzuela

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JOTA ABREU
DA REDAÇÃO

A Câmara Municipal realizou na noite desta sexta-feira (23/10) Sessão Solene para entrega da Medalha Anchieta e Diploma de Gratidão da cidade de São Paulo ao senhor Rodrigo Valenzuela, um dos principais defensores da cultura cigana no Estado de São Paulo. A homenagem foi de iniciativa do ex-vereador Vavá dos Transportes (Podemos). Quem abriu a sessão foi o vereador Alessandro Guedes (PT). 

Ao receber a honraria, Rodrigo Tadeu Fernandes dos Santos, descendente dos Valenzuela, disse que na terra mais miscigenada do mundo, que é o Brasil, tem orgulho de ser filho cigano. Ele contou que começou a fazer festas ciganas depois de vender perfumes nas festas de outras famílias, para dar sustento à sua.

Com um discurso forte, ele pediu para que haja atenção às necessidades dos ciganos. “Em vez de ficar reparando se um é mais cigano que outro, vamos resolver o problema do nosso povo! Quantos ciganos passando fome, agora, e discriminação? O que é uma mulher vestida de cigana indo ao mercado? O que ela sofre? Eu já fui expulso de um ônibus com a minha esposa vestidos com roupa folclórica. E nunca negamos o que somos. Onde houver um de nós, milhões de preconceitos serão quebrados”, declarou.

A esposa de Rodrigo, Jovanka Valenzuela, também falou agradecendo a Deus, ao universo e à família, e falou sobre o trabalho que eles têm de, além de festas, levar alimentos aos acampamentos ciganos, realizar o registro de ciganos junto a cartórios. “Nossa caminhada, nossa trajetória é longa, e nossos eventos foram construídos com todos vocês. A família Valenzuela se resume a respeito, amor e verdade”. 

O ex-vereador Vavá demonstrou satisfação em proporcionar a homenagem. “O que o Rodrigo faz dentro dessa cultura, é como o trabalho que se faz na periferia para a população menos assistida, que é sempre o povo mais trabalhador e que mora nos locais mais distantes, mais marginalizado”, afirmou.

Logo no início da solenidade, o empreendedor Agamenon Della Calle prestou uma homenagem à Família Valenzuela. Ele salientou que já quase 100 anos desde que a família passou a residir no estado. Rodrigo e a esposa, Jovanka, são responsáveis por tradicionais Festas Ciganas da Família Valenzuela, na cidade, desde 2011. Della Calle relembrou o êxito desse evento que ocorre regularmente. 

“É importante registra que esse prêmio não é apenas para o Rodrigo ou à família Valenzuela, mas para o reconhecimento da cultura cigana, que por muito tempo foi esquecida, jogada à margem da sociedade. E de um tempo para cá, a população já não vê mais o cigano com preconceito”, disse. 

Seguiram vários depoimentos e homenagens ao casal, enviadas por vídeo de várias localidades do Brasil e de outros países, como Portugal, Austrália, Índia, entre outros. Foram demonstrações de agradecimentos pela realização das ações de preservação das artes e cultura cigana, e dos trabalhos de visita e atenção ao povo cigano com ações sociais. Em seguida, houve a entrega da Medalha Anchieta e do Diploma de Gratidão da cidade de São Paulo. 

Histórico

Com o intuito de propagar, difundir e preservar a cultura cigana de forma abrangente, formando parcerias para quebra de objeções e mitos a respeito dos ciganos e suas tradições, a família Valenzuela promove as tradicionais Festas Ciganas da Família Valenzuela, com músicos, artesãos, comidas típicas, rituais ciganos, apresentações de dança cigana com a presença de renomados nomes da cultura cigana.

Através de Rodrigo, preocupado com a inclusão social, a família vai além, com projetos sociais, promove arrecadação em geral com o intuito de beneficiar o povo cigano em melhoria de vida e resgate cultural. O homenageado defende o direito do descendente cigano, cidadãos brasileiros conhecerem, resgatar e viver os traços culturais que trazem nas veias.

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CÂMARA DE SÃO PAULO

Cidade de São Paulo fecha a semana com 14,3 mil óbitos e 401,7 mil casos de Covid-19

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DANIEL MONTEIRO
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Segundo dados do boletim diário sobre a pandemia do novo coronavírus (causador da Covid-19) publicado pela Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, nesta sexta-feira (27/11) a capital paulista contabiliza 14.341 vítimas da Covid-19.

Há, ainda, 401.768 casos confirmados de infecções pelo novo coronavírus e 586.594 casos suspeitos sob monitoramento. Até o momento, 589.700 pessoas receberam alta após passar pelos hospitais de campanha, da rede municipal, contratualizados e pela atenção básica do município.

Abaixo, gráfico detalhado sobre os índices da Covid-19 na cidade de São Paulo nesta sexta-feira.

Prefeitura de SP

Em relação ao sistema público de saúde na Grande São Paulo, a atualização mais recente destaca que, nesta sexta-feira, a taxa de ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) destinados ao atendimento de pacientes com Covid-19 é de 57,6%.

Considerado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e autoridades sanitárias a principal forma de contenção da pandemia do novo coronavírus, o isolamento social na cidade de São Paulo, no última quinta-feira (26/11), foi de 40%.

Os dados são do Sistema de Monitoramento Inteligente do Governo de São Paulo, que utiliza dados fornecidos por empresas de telefonia para medir o deslocamento da população e a adesão às medidas estabelecidas pela quarentena no Estado

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Mais sobre o coronavírus

Em nove meses do surgimento do primeiro caso de Covid-19 no Amazonas, pesquisadores da Fiocruz Amazônia já sequenciaram 79 genomas do novo coronavírus, a partir de amostras obtidas em 18 municípios do Estado.

O estudo contou com a parceria de diversas instituições de pesquisa, dentro de uma estratégia de vigilância de vírus emergentes/reemergentes e negligenciados, iniciada há mais de 5 anos.

Como resultado, a pesquisa encontrou oito linhagens do novo coronavírus circulando no Estado, o que sugere ao menos oito introduções do vírus no Amazonas. Outra importante descoberta foi a identificação de quatro linhagens que ainda não haviam sido sequenciadas no Brasil.

As quatro novas linhagens identificadas circularam na Dinamarca, Colômbia, Reino Unido e País de Gales. Com essas, sobem para 30 o número de linhagens encontradas no Brasil. A descoberta reforça a importância do sequenciamento do novo coronavírus e a continuidade desse trabalho, inclusive para os protocolos de diagnóstico.

Ações e Atitudes

Na última semana, a Organização Pan-Americana da Saúde lançou a publicação intitulada “Diretrizes para a aplicação de medidas não farmacológicas de saúde pública em populações em situação vulnerável no contexto da Covid-19”.

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O documento, disponível em espanhol, contém recomendações e orientações destinadas às populações em vulnerabilidade e destaca medidas eficazes para controlar a Covid-19, como direcionar, acolher e envolver trabalhadores informais, migrantes e outras populações em situações vulneráveis.

A publicação de 60 páginas inclui orientações sobre como melhorar a eficácia de intervenções não farmacêuticas – como fechamento de escolas e empresas, confinamento em casa, restrições de transporte e outros -, garantindo que todos possam aderir às mesmas regras, especialmente as populações em situações vulneráveis.

Também são feitas recomendações sobre a identificação dos grupos mais impactados por essas intervenções e suas barreiras à adesão, juntamente com sugestões sobre como adaptar as intervenções para que as populações sejam protegidas.

*Este conteúdo e outros conteúdos especiais podem ser conferidos no hotsite Coronavírus

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