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Congonhas será o primeiro aeroporto da América Latina com sistema EMAS

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A pista principal do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, será a primeira da América Latina a contar com a tecnologia EMAS (Engineered Material Arresting System), estrutura que cria uma nova área de escape com blocos de concreto que se deformam quando uma aeronave ultrapassa o limite final da pista. A obra, que trará mais segurança às operações, será viabilizada com recursos do Governo Federal.

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, assinou a ordem de serviço nesta quinta-feira (11), na capital paulista, ao lado do secretário nacional de Aviação Civil do ministério, Ronei Glanzmann, e do presidente da Infraero, brigadeiro Hélio Paes de Barros.

“Já investimos na pista com a camada porosa de atrito, que aumenta a aderência das aeronaves e elimina o problema de aquaplanagem, e agora o EMAS, que será instalado nas duas cabeceiras. É investimento sobretudo em segurança. A segurança está em primeiro lugar”, ressaltou o ministro. De acordo com ele, o novo sistema de segurança de pista agrega valor ao aeroporto, que será concedido em 2022.

O investimento de R$ 122,5 milhões será feito pela Infraero, que administra o aeroporto. O consórcio vencedor do processo licitatório foi o Kibag/Conserva, formado pelas empresas Kibag Brasil, Conserva de Estradas e Kibag Airfield Construction AG. Em Congonhas, a nova área de escape foi dimensionada para desacelerar aeronaves em procedimento de pouso que vierem a ultrapassar os limites da pista, conforme as normas da aviação civil do país.

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EMAS

O EMAS é uma tecnologia que permite ampliar a segurança operacional em aeroportos com limitações de espaço físico. Ela é utilizada para desacelerar aeronaves que ultrapassam o fim da pista por meio do esmagamento de blocos de concreto. “A profundidade do EMAS aumenta quanto mais se avança pela área coberta, fornecendo um arrasto maior, trazendo ainda mais segurança para um aeroporto estratégico para a aviação do país”, explicou o presidente da Infraero.

O planejamento da Infraero prevê que a obra seja executada em 16 meses e deixe a pista principal com duas novas áreas de escape: uma de 70m x 45m na cabeceira 17R, e outra de 75m x 45m na cabeceira 35L. As duas estruturas serão sustentadas por vigas e pilares capazes de suportar aeronaves e veículos.

Para instalar o EMAS no Aeroporto de Congonhas, a Infraero integrou um grupo de trabalho com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para estudar e criar critérios do projeto, instalação e manutenção de sistemas de desaceleração de aeronaves. O projeto também contou com a contribuição de técnicos da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) e do Ministério da Infraestrutura, que fizeram os apontamentos necessários quanto aos requisitos do empreendimento.

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O EMAS é adotado em aeroportos da Europa, Ásia e Estados Unidos. A tecnologia começou a ser desenvolvida na década de 1990, por meio de pesquisas do Federal Aviation Administration (FAA), que conta com um programa para melhorar as áreas de segurança no fim das pistas (Runway End Safety Areas – RESAs) em aeroportos comerciais, como os de Nova York (JFK e LaGuardia) e Boston. Desde então, as tecnologias evoluíram e contam com certificação internacional de diversas autoridades de aviação civil pelo mundo.

Com informações do Ministério da Infraestrutura

Fonte: Brasil.gov

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Investimento para garantir segurança energética brasileira

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Para garantir a segurança energética no país, a Itaipu Binacional investirá cerca de R$ 1 bilhão na revitalização do sistema de corrente contínua de alta tensão que transmite ao mercado brasileiro a energia produzida na usina que não é consumida pelo Paraguai.

O presidente da República, Jair Bolsonaro, e o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, participaram, na manhã desta quinta-feira (25), em Foz do Iguaçu (PR), do lançamento de revitalização de sistemas de Furnas.

“O compromisso que acabou de ser assinado tem o objetivo de otimizar e substituir equipamentos obsoletos e de tecnologia ultrapassada na linha de transmissão que vai de Foz do Iguaçu a Ibiúna”, explicou o ministro Bento Albuquerque.

“Ao modernizar o sistema, estaremos garantindo ao consumidor brasileiro a prestação do serviço adequado de energia elétrica, sem intercorrências. Creio não exagerar quando afirmo que estamos dando hoje um passo concreto no sentido de incrementar a segurança energética do país”, completou.

O aporte de recursos previsto no acordo assinado entre Itaipu Binacional e Furnas será feito ao longo de cinco anos. O repasse da primeira parcela, R$ 161 milhões, foi feito pela Itaipu Binacional em dezembro de 2020.

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Modernização

O sistema de Corrente Contínua de Alta Tensão (HVDC, na sigla em inglês) de Furnas tem 36 anos de uso, por isso a revitalização é considerada estratégica para a segurança energética brasileira. Ele se estende por 800 quilômetros, entre Foz do Iguaçu (PR) e Ibiúna (SP).

A modernização contempla a substituição dos principais componentes do Bipolo 1, nas subestações de Foz do Iguaçu e Ibiúna, além dos sistemas de supervisão, proteção e controle dos Bipolos 1 e 2.

O sistema de corrente contínua é ideal para transmitir energia em longas distâncias, já que tem perdas menores quando comparado com a corrente alternada. O custo das linhas de transmissão também é menor, porque utiliza menos cabos e as torres são mais simples.

A energia de Itaipu

O Brasil e o Paraguai têm direito, cada um, a 50% da produção da usina hidrelétrica de Itaipu. O Paraguai consome 20% da energia e vende o excedente de produção ao Brasil.

Plano Decenal de Expansão de Energia

Na cerimônia, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, aprovou o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2030. O plano é um dos principais produtos do Ministério de Minas e Energia e apresenta a política energética, aumentando a previsibilidade sobre as ações governamentais.

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“O plano objetiva orientar as ações e decisões relacionadas ao equilíbrio entre as projeções de crescimento econômico e necessária expansão da oferta de energia em bases técnica, econômica e ambientalmente sustentável. Como não existe crescimento econômico sem energia, o plano é um instrumento essencial para os agentes de um segmento que requer investimentos vultosos e de médio e longo prazo”, ponderou o ministro.

Fonte: Brasil.gov

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